Curso de fotografia – iniciação

Captura de tela 2016-05-11 às 14.54.20

A partir do próximo dia 2 de março a APAF realiza duas novas edições do Curso de Iniciação à Fotografia, em horário diurno e em pós-laboral. Com aulas às terças e quintas feiras, este Curso pretende que os alunos dominem as potencialidades da sua máquina e conheçam a fotografia enquanto forma de expressão artística. Por isso o Curso é constituído por aulas teóricas em sala de aula e práticas, na rua, em interiores e noturnas, havendo ainda lugar à realização de exercícios determinados segundo orientações específicas.  É também dada particular atenção à composição quer mais clássica, quer mais contemporânea, tendo como base a pintura e a fotografia. Mais informações em https://associacaoportuguesadeartefotografica.wordpress.com/formacao/curso-de-iniciacao-a-fotografia/

Publicado em Formação APAF, Notícias

Estação Imagem-Viana do Castelo 2017

captura-de-tela-2017-02-22-as-10-38-57

Abriram as inscrições para a próxima edição do Prémio de fotojornalismo Estação Imagem-Viana do Castelo 2017. O Prémio para além de ter a Câmara Municipal de Viana do Castelo como parceiro principal, tem também como apoiantes a Casa da Imprensa e a agência Lusa.

Neste Prémio só são aceites trabalhos em suporte digital, devendo cada portfólio ser constituído por 5 a 10 imagens e ser acompanhado por um texto de enquadramento em português ou galego e inglês. A iniciativa visa premiar trabalhos realizados por fotógrafos portugueses, dos PALOP e da Galiza – ou elaborados por fotógrafos estrangeiros dentro desses territórios. O júri será constituído por Bénédicte Kurzen (http://noorimages.com/photographer/kurzen/) , David Furst, editor do New York Times (https://www.worldpressphoto.org/people/david-furst) , David Guttenfelder da national Geographic (https://www.worldpressphoto.org/people/david-furst) e Laura Boushnak do coletivo Rawiya (http://www.rawiya.net/).

O grande vencedor do Prémio Estação Imagem será premiado com três mil euros e os restantes com valores que oscilam entre os mil e os 1500€ e que variam de acordo com a categoria. Serão atribuídos quatro mil euros ao Bolseiro da Estação Imagem de 2017, para que desenvolva um projecto fotográfico de longa duração sobre um tema centrado na região do Alto Minho. Existem as secções de “Notícias”, “Assuntos Contemporâneos”, “Vida Quotidiana”, “Arte e Espectáculo”, “Ambiente”, “Desporto” e “Retrato” referentes a imagens publicadas em 2016, podendo o Regulamento ser visto em http://www.estacao-imagem.com/pt/premio/2017/regulamento

Publicado em Uncategorized

Prémio Nacional das Indústrias Criativas

captura-de-tela-2017-02-27-as-18-13-07

Estão abertas as candidaturas ao Prémio Nacional das Indústrias Criativas. Este Prémio, agora na sua 9ª edição e a aceitar candidaturas até 22 de março, tem nas Artes Visuais uma das suas categorias, podendo o Regulamento ser visto em http://industriascriativas.com/PremioNacional?utm_source=facebook+&utm_medium=social+-+image&utm_campaign=2017+-+Premio+Nacional+Industrias+Criativas

Publicado em Notícias

Curso Profissional

captura-de-tela-2017-02-27-as-17-46-57

Prossegue o Curso Profissional da APAF. Tendo terminado o bloco de fotografia de bancada e de comida em particular, deu-se ontem início ao bloco de retrato. Deixamos aqui um dos últimos trabalhos de fotografia de bancada.

Publicado em Formação APAF, Notícias

Curso de Iniciação à Fotografia

OLYMPUS DIGITAL CAMERA

Decorreu hoje mais uma aula prática do nosso Curso de Iniciação à Fotografia com uma situação de interiores. A APAF realiza a partir do próximo dia 2 mais um Curso de Iniciação, onde para além da componente teórica em matéria de máquina fotográfica existe uma longo bloco dedicado à estética. Da mesma forma, o curso integra a prática de fotografia de paisagem, fotografia noturna, interiores, retrato e ainda alguns exercícios técnicos, de forma a que cada um possa manusear a sua própria máquina à vontade.

As aulas previstas irão decorrer em horário diurno e em pós-laboral, às terças e quintas feiras, com início no dia 2. Mais informações em https://associacaoportuguesadeartefotografica.wordpress.com/formacao/curso-de-iniciacao-a-fotografia/

 

Publicado em Formação APAF, Notícias

Em Paris

captura-de-tela-2017-02-22-as-14-05-47

Estão abertas as candidaturas para Residências fotográficas do Museu Branly – Jacques Chirac, em Paris. As candidaturas devem ser enviadas até 1 de abril, sendo que o museu valoriza as propostas que se relacionem com o diálogo de culturas e com o trazer ao coração de Paris culturas de outras paragens. Por isso, as residências são destinadas a fotógrafos de continentes fora da Europa, nomeadamente Àfrica, Ásia, América ou Oceania. Chamamos à atenção dos nossos leitores em África ou no Brasil para o regulamento em http://www.quaibranly.fr/fileadmin/user_upload/1-Edito/2-Collections/6-Residences_photographiques/Appel_a_projet_2017_FR_DEF.pdf

Publicado em Notícias

Prémio Estação Imagem – Viana do Castelo

captura-de-tela-2017-02-22-as-10-38-57

Abriram as inscrições para a próxima edição do Prémio de fotojornalismo Estação Imagem-Viana do Castelo 2017. O Prémio para além de ter a Câmara Municipal de Viana do Castelo como parceiro principal, tem também como apoiantes a Casa da Imprensa e a agência Lusa.

Neste Prémio só são aceites trabalhos em suporte digital, devendo cada portfólio ser constituído por 5 a 10 imagens e ser acompanhado por um texto de enquadramento em português ou galego e inglês. A iniciativa visa premiar trabalhos realizados por fotógrafos portugueses, dos PALOP e da Galiza – ou elaborados por fotógrafos estrangeiros dentro desses territórios. O júri será constituído por Bénédicte Kurzen (http://noorimages.com/photographer/kurzen/) , David Furst, editor do New York Times (https://www.worldpressphoto.org/people/david-furst) , David Guttenfelder da national Geographic (https://www.worldpressphoto.org/people/david-furst) e Laura Boushnak do coletivo Rawiya (http://www.rawiya.net/).

O grande vencedor do Prémio Estação Imagem será premiado com três mil euros e os restantes com valores que oscilam entre os mil e os 1500€ e que variam de acordo com a categoria. Serão atribuídos quatro mil euros ao Bolseiro da Estação Imagem de 2017, para que desenvolva um projecto fotográfico de longa duração sobre um tema centrado na região do Alto Minho. Existem as secções de “Notícias”, “Assuntos Contemporâneos”, “Vida Quotidiana”, “Arte e Espectáculo”, “Ambiente”, “Desporto” e “Retrato” referentes a imagens publicadas em 2016, podendo o Regulamento ser visto em http://www.estacao-imagem.com/pt/premio/2017/regulamento

Publicado em Notícias

Residências Artísticas em Nova Iorque

captura-de-tela-2017-02-22-as-10-12-54

A Fundação Calouste Gulbenkian tem abertas as candidaturas para Residências Artísticas em Nova Iorque. Até 28 de fevereiro podem concorrer artistas de nacionalidade portuguesa ou estrangeiros radicados em Portugal, entre os 25 e os 45 anos, sendo as Residências destinadas a projetos inovadores e experimentais no campo das Artes Visuais. Mais informações em https://gulbenkian.pt/grant/residencias-artisticas-em-nova-iorque/

Publicado em Notícias

História da Fotografia – workshop

Captura de tela 2016-06-23 às 16.38.38

No próximo dia 25, sábado, a APAF vai realizar um workshop sobre História da Fotografia, dando particular ênfase aos vários movimentos estéticos que marcaram a imagem fotográfica. Perceber como a fotografia se relacionou com a sociedade nas suas múltiplas facetas e usá-la como ferramenta para a execução de projetos fotográficos ou como cultura geral fotográfica é o principal objetivo deste workshop. Em https://associacaoportuguesadeartefotografica.wordpress.com/formacao/3245-2/

Publicado em Formação APAF, Notícias

Curso de Fotografia – 2 de março

captura-de-tela-2016-11-17-as-15-58-06

A partir do próximo dia 2 de março a APAF realiza duas novas edições do Curso de Iniciação à Fotografia, em horário diurno e em pós-laboral. Com aulas às terças e quintas feiras, este Curso pretende que os alunos dominem as potencialidades da sua máquina e conheçam a fotografia enquanto forma de expressão artística. Por isso o Curso é constituído por aulas teóricas em sala de aula e práticas, na rua, em interiores e noturnas, havendo ainda lugar à realização de exercícios determinados segundo orientações específicas.  É também dada particular atenção à composição quer mais clássica, quer mais contemporânea, tendo como base a pintura e a fotografia. Mais informações em https://associacaoportuguesadeartefotografica.wordpress.com/formacao/curso-de-iniciacao-a-fotografia/

Publicado em Formação APAF

Sally Mann

captura-de-tela-2017-02-21-as-17-36-27

Um interessante artigo divulgado por João Barrinha e da autoria de Malcom Jones, tendo por base o trabalho de uma grande fotógrafa: Sally Mann. Em http://www.thedailybeast.com/articles/2015/05/13/how-photographer-sally-mann-found-the-light.html?src=longreads

Publicado em Notícias, Opinião

White Noise, de António Júlio Duarte, em Abrantes

captura-de-tela-2017-02-14-as-17-11-55

Sérgio B. Gomes publicou no jornal Público um artigo, a propósito da exposição de António Júlio Duarte em Abrantes, White Noise, patente no Quartel de Arte Contemporânea. Vale a pena ler para compreender o trabalho de um dos mais significativos artistas portugueses. Em https://www.publico.pt/2017/02/20/culturaipsilon/noticia/entrar-ate-e-facil-sair-e-mais-dificil-1761955

Publicado em Notícias

Prémio Novos Artistas EDP

captura-de-tela-2017-02-15-as-15-51-46

Lembramos que decorrem até ao próximo dia 26 de fevereiro as candidaturas ao Prémio Novos Artistas Fundação EDP. Esta 12º edição, tal como as anteriores, visa divulgar e apoiar talento nacional emergente no domínio das artes plásticas e visuais. O júri procederá à escolha dos finalistas, que terão a oportunidade de participar numa exposição coletiva no MAAT, a decorrer entre junho e setembro de 2017. Durante esta exposição, um júri internacional selecionará o vencedor desta edição, a quem será atribuído um prémio de 20 mil euros que se destina a apoiar a continuação do estudo ou do trabalho de criação e investigação, bem como a sua internacionalização. O regulamento pode ser visto emhttp://www.fundacaoedp.pt/noticias/candidaturas-ao-premio-novos-artistas-fundacao-edp-de-1-a-26-de-fevereiro-de-2017/437

Publicado em Notícias

Curso de Iniciação à Fotografia

Captura de tela 2016-05-11 às 14.54.20

Devido aos pedidos que nos chegam diáriamente, a APAF decidiu antecipar a abertura de uma nova turma do Curso de Iniciação à Fotografia, no horário da manhã, passando a haver como opções um horário diurno e um pós-laboral. As aulas estão programadas para as terças e quintas feiras, sendo o curso teórico e prático. Este curso pretende que os alunos dominem as potencialidades da sua máquina e conheçam a fotografia enquanto forma de expressão artística.  Mais informações em https://associacaoportuguesadeartefotografica.wordpress.com/formacao/curso-de-iniciacao-a-fotografia/

Publicado em Uncategorized

Projetos

captura-de-tela-2017-02-20-as-17-18-18

O Museu de Arte Contemporânea Gás Natural Fenosa, em Espanha, realiza um conjunto de residências artísticas com carácter internacional. Serão selecionados 4 artistas que terão um apoio de 3000 euros para desenvolverem os seus projetos no período de 2 de maio a 30 de junho. Mais informações em http://www.mac.gasnaturalfenosa.com/residencias-2/residencias/programa-de-residencias-artisticas-internacionales/

Publicado em Notícias

Na Ler Devagar, em Lisboa

captura-de-tela-2017-02-20-as-17-12-48

Um conjunto de abordagens/conversa/formação de João Barrinha na Livraria Ler Devagar, em Lisboa. A ideia é uma viagem ao interior das imagens fotográficas com sessões de retrato à lá minute pelo meio.

Publicado em Notícias

No Barreiro

captura-de-tela-2017-02-16-as-17-30-32

No Auditório Augusto Cabrita, no Barreiro, o fotógrafo Flávio Andrade expõe Split, até 25 de março, uma exposição de fotografia, com curadoria de José Soudo. Recorde-se que ontem, Flávio Andrade apresentou o livro Refresco, no âmbito das atividades do Photobook Clube de Barreiro. Refresco foi um projeto realizado durante três anos sobre as pessoas nas praias oceânicas, os seus comportamentos, atitudes e modos de estar.

Publicado em Notícias

Curso de Iniciação à Fotografia

captura-de-tela-2016-11-17-as-15-58-06

A partir do próximo dia 2 de março a APAF realiza um novo Curso de Iniciação à Fotografia, em horário pós-laboral. Com aulas às terças e quintas feiras, este Curso pretende que os alunos dominem as potencialidades da sua máquina e conheçam a fotografia enquanto forma de expressão artística. Por isso o Curso é constituído por aulas teóricas e práticas, havendo ainda lugar à realização de exercícios determinados segundo orientações específicas.  Mais informações em https://associacaoportuguesadeartefotografica.wordpress.com/formacao/curso-de-iniciacao-a-fotografia/

Publicado em Formação APAF, Notícias

História da Fotografia

Captura de tela 2016-02-23 às 13.25.03

No próximo dia 25, sábado, a APAF vai realizar um workshop sobre História da Fotografia, dando particular ênfase aos vários movimentos estéticos que marcaram a imagem fotográfica. Perceber como a fotografia se relacionou com a sociedade nas suas múltiplas facetas e usá-la como ferramenta para a execução de projetos fotográficos ou como cultura geral fotográfica é o principal objetivo deste workshop.

Publicado em Formação APAF, Notícias

A propósito da imagem vencedora do World Press Photo

captura-de-tela-2017-02-13-as-10-44-13 AP Burhan Ozbilici

No jornal Público de ontem Sérgio B. Gomes publicou um artigo notável com o título “Aprender a ver imagens”. Pensamos que se trata de um artgo muito pedagógico para todos aqueles que fazem fotografia e por isso o reproduzimos aqui. Tudo partiu da imagem vencedora do World Press Photo deste ano, da autoria de

“Nestes dias de burburinho à volta da moralidade, da ética, da deontologia e da decência na decisão de se reproduzir (ou não) a fotografia vencedora do World Press Photo 2017 dominará a presunção de que a nossa opinião é a mais acertada. O Facebook incendiar-se-á com argumentum ad nauseam. As posições políticas extremar-se-ão. A caixa de email do concurso de fotojornalismo com sede na Holanda é capaz de ficar entupida com tantas reacções de protesto e de apoio. E a revelação de que o presidente deste salão de fotografia (Stuart Franklin, da Magnum votou vencido já fez o papel de cereja no topo do bolo. Todos os servidores serão poucos para aguentar a discussão sobre se o fotojornalista da AP Burhan Ozbilici deveria ter fugido ou carregado no botão da câmara no momento em que, de dedo em riste e de arma em punho, Mevlüt Mert Altintas gritou: “Não se esqueçam da Síria! Não se esqueçam de Alepo!” As casas das máquinas onde se cruzam os cabos de rede já fumegam com tanta homilia sobre o pecado (ou o tino) de se dar à estampa a expressão vulcânica do ódio de Altintas, a consumação do crime e o seu regozijo em tê-lo acabado de cometer.

Vou tentar contribuir o menos possível para a gritaria.

Caricaturando um pouco (e resumindo muito), as opções dos media nos dias 19 e 20 de Dezembro de 2016 andaram, grosso modo, entre o higiénico/beato (versão “é melhor não publicar, porque ainda posso chocar alguém”) e o realista/pragmático (versão “o mundo também é isto, e, neste caso em concreto, é nosso dever mostrá-lo tal qual ele é, ainda que isso possa chocar alguém”). No que diz respeito ao fotojornalismo, prefiro mil vezes sites e jornais que me mostrem os acontecimentos do mundo tal como eles são (e que me deixem decidir sobre a moralidade, honestidade, integridade, propriedade, justeza, probidade ou política do seu conteúdo). Desconfio dos media que omitem coisas, que truncam a realidade segundo supostos valores morais e éticos. Por isto: com os primeiros sei com o que conto se voltar a eles; nos segundos posso nunca saber o que ficou por mostrar ou o que se omitiu deliberadamente, o que fica por trás de uma neblina paternalista e inchada de saber profissional.

É claro que há fotografias impublicáveis (feitas por fotojornalistas ou outros). Vi algumas dessas imagens recentemente a propósito da chacina entre prisioneiros no Complexo Penitenciário Anísio Jobim, Manaus, no Brasil – com a diferença de que não se pode chamar àquilo fotojornalismo, mas sim o grau zero do aproveitamento sádico e mórbido por parte de um miserável predador de cliques mascarado de órgão de informação. 

Sem mais delongas: sim, a fotografia de Burhan Ozbilici é publicável por qualquer órgão de informação que preze o dever de informar e o direito à informação. O direito à informação não acaba nos textos, nem nas vozes (que podem ser tanto ou mais explícitas, gráficas ou pornográficas do que as imagens). O direito à informação inclui imagens (fotográficas, videográficas, infográficas). E, eu sei, as imagens às vezes “mordem”, perturbam-nos, chocam-nos, fazem-nos chorar (já vi pessoas aqui na redacção do PÚBLICO a chorar por causa de fotografias que viram em agências de notícias).

Mostrar a realidade não é um exclusivo dos jornalistas. Aliás, os jornalistas e os fotojornalistas não só não têm esse exclusivo, como o que mostram e o que dão a ouvir (em palavras, em imagens e em sons) é fruto de uma interpretação subjectiva da realidade (embora enquadrada por regras profissionais).

Mas, apesar de toda a subjectividade no exercício da sua profissão, é dever dos jornalistas mostrar a realidade (e isto sem qualquer espírito de missionário devoto). E discutir, quando necessário, o que (e se) se mostra, arredando da conversa a moral, a política e a economia. Ou ponderando muito argumentos do tipo daquele defendido por Stuart Franklin, segundo quem estaríamos a promover “a ligação entre martírio e publicidade” ao dar um prémio de escala global a Ozbilici. Como? Mevlüt Mert Altintas não precisaria do World Press Photo, do fotojornalismo, do jornalismo, das conferências de imprensa para dizer o que disse. Nem para mostrar o que queria mostrar. Nem para ampliar a mensagem que queria ampliada depois de ter cometido com frieza o crime bárbaro que cometeu. Para além da arma que levou no casaco, só precisava de uma ligação 4G, de um telemóvel e de uma conta de Twitter ou de Periscope. E é preciso lembrar que para além do fotojornalista da AP, houve quem entre a assistência tivesse registado o momento do assassinato em vídeo e que o divulgou no YouTube (provavelmente alguém que não é jornalista).

Ao não mostrar uma fotografia com um acontecimento deste tipo, como o fizeram muitos jornais e sites do mundo inteiro, estamos a proteger quem de quê, afinal? Quantos atentados evitaram o Le Monde e outros órgãos de informação franceses ao não publicar os nomes dos autores do atentado que vitimou o padre Jacques Hamel, em Saint Etienne de Rouvray, França, em Julho de 2016? Tenho muitas dúvidas de que uma decisão branqueadora deste tipo possa ter tido algum efeito, depois de as caras e os nomes dos terroristas estarem cravados em tudo quanto é sítio no mundo (nos jornais e fora deles). Para além de ser política, a decisão do Monde, que não queria “ceder” ao desejo de “glorificação póstuma” dos terroristas, é baseada na assunção de que os terroristas procuram “apenas” o reconhecimento que os media lhes proporcionam. Acontece que um jornal não é um partido político. Não é uma esquadra da polícia. Não é um tribunal. E não é uma sacristia. Como também não pode ser um banalizador da crueldade, da violência e da barbárie, uma máquina reprodutora de imagens gratuitas e descontextualizadas. Um jornal deve recusar o sensacionalismo e a exploração mercantil da matéria-prima com que faz informação. Deve incorporar regras de ética e deontologia e usar critérios de bom senso (mais do que de bom gosto), quando está perante questões complexas como as que levanta a fotografia de Burhan Ozbilici. Mas também deve, num exercício de equilíbrio que não é fácil, recusar a tentação paternalista de esconder imagens com base em pressupostos extra-editoriais, não jornalísticos.

Mais do que proteger os olhos dos outros de imagens chocantes (uma utopia mais ou menos insana nos dias que correm), talvez devêssemos discutir as consequências da velocidade com que hoje se publicam fotografias sem parar um segundo para pensar. Ou reflectir sobre o esvaziamento da função de edição de fotografia nos media (um problema sem solução à vista, que nasceu com as redacções digitais a trabalhar em horários alargados). Ou sobre o fim de uma maneira de fazer fotojornalismo (que até está distante desta imagem de Burhan Ozbilici). Ou ainda sobre a possibilidade do fim do fotojornalismo como garante testemunhal, de profissão com regras claras. O fotojornalismo não tem hoje, que eu conheça, nada que o substitua. E, no entanto, não temos parado de lhe negar espaço (nas páginas dos jornais, nos ecrãs, na nossa cabeça). Qual foi o último ensaio documental profundo que vimos num jornal diário, num site de informação generalista? Trabalhos que envolvem investigação, confiança, relacionamento e lentidão de produção. Talvez esteja mais próximo do que imaginamos o dia em que o fotojornalismo será relegado para festivais de celebração do documento e da verdade, que deixe de estar no nosso quotidiano.

Nesta fase mais acesa da discussão entre o “publicar/não publicar”, “dar prémio/não dar prémio”, “dar prémio principal/não dar prémio principal” talvez devêssemos começar a discutir também outros aspectos da nossa relação com as imagens e sobre a iliteracia reinante quando se trata de lidar com elas, de reagir ou intervir sobre elas.

Por mais que esteja interessado nela (e à minha escala, que seja também parte dela), a discussão sobre a oportunidade da reprodução da fotografia de Ozbilici é mais ou menos uma prova de vida regular e ritualista de classe, acompanhada por uma mão-cheia de leitores/comentadores empenhados e por um incêndio descontrolado de bitaites na densa floresta das redes sociais, sempre prontas a arremessar imagens de um lado para outro, como se fossem bolas de pingue-pongue.

As imagens fotográficas (mais do que outras imagens em geral) têm esse lado espontâneo, que é ao mesmo tempo uma das suas principais forças e uma das suas maiores fragilidades – ou melhor, um dos seus maiores perigos. As fotografias estimulam uma reacção rápida do tipo “gosto”, “não gosto”, “comento”, “deixo um emoji”. Foi neste imediatismo (associado ao narcisismo das selfies e ao filão do revivalismo dos filtros vintage) que cresceu um gigante que se chama Instagram. É fácil (extraordinariamente rápido) “comentar” uma fotografia. Adoro! (como diria Trump). Adoramos. Todos. E, para ajudar à voragem imediata, as fotografias não têm título, não têm lead, não precisam de se “ler” até ao fim. São, aparentemente, um corpo uno, cuja apreensão superficial começa e acaba em milésimas de segundo. “Gosto”, já está. Próxima!

Consumimos imagens de forma crescente pelo menos desde o tempo em que as cavernas de Lauscaux eram a nossa única rede social (com a vantagem de aqui se permitir a publicação de nus integrais e de não haver algoritmos a decidir que pinturas seriam moralmente aceitáveis nas paredes). E não há nenhum sinal de que essa linha de consumo possa cair. Bem pelo contrário. Mas há sinais de que estamos a entrar num nivelamento, em que todas as imagens têm o mesmo valor, a mesma hierarquia, a mesma categoria, a mesma origem, uma autoria indistinta, em que são todas a mesma coisa, uma espécie de white noise que nos entorpece, que nos seduz, que nos encandeia e que nos cega.

Se são assim tão parte de nós, porque não nos ensinam a consumir imagens, a descodificar os seus contextos de produção, os seus usos, a forma como se transformam e metamorfoseiam?

Na escola ensinam-se géneros (jornalísticos e não só) do texto, mas não da imagem. Fará isto algum sentido numa sociedade hipervisual e imagética?

Há alguns anos, durante uma entrevista com o artista Fernando Lemos, ele disse-me que tinha ficado espantado com muitas coisas no Japão. Mas a descoberta mais extraordinária que tinha feito foi quando se deu conta de que no Japão as crianças aprendem primeiro a fotografar e só depois a escrever e a desenhar. E não é para serem artistas, cineastas ou fotojornalistas – “é para aprenderem a ver as coisas”.

Publicado em Notícias, Opinião

Aequilibria

captura-de-tela-2017-02-17-as-17-38-19

No edifício central da Câmara Municipal de Lisboa, ao Campo Grande, é apresentada a exposição Aequilibria, uma exposição com fotografia de Gonçalo Cunha de Sá e pintura de Elena Valsecchi. A exposição está patente ao público até 20 de março.

Publicado em Notícias

Arquivo e Democracia no MAAT

captura-de-tela-2017-02-17-as-17-30-29

Amanhã, sábado, decorre uma visita guiada à exposição Arquivo e Democracia de José Maçãs de Carvalho, presente no MAAT – Museu de Arte Arquitetura e Tecnologia. A visita não precisa de marcação e tem início às 17 horas.

Publicado em Notícias

The Museum Reader

captura-de-tela-2017-02-17-as-17-26-03

Nos próximos dias 9 e 10 de março decorre a conferência internacional The Museum Reader, organizada pelo Instituto de História da Arte da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e pelo Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado. A conferência tem por objectivo propor linhas temáticas e pontos notáveis para pensar, reflectir e debater novas realidades, práticas e condições de trabalho detectadas nos museus deste século XXI. Pretende-se analisar e sistematizar novos modos e paradigmas, tendências e diferentes práticas e formas de pensar o papel das instituições artísticas no contexto do actual panorama artístico.

Publicado em Uncategorized

Curso Profissional de Fotografia

captura-de-tela-2017-02-17-as-17-22-05

Prossegue o Curso Profissional de Fotografia da APAF. Deixamos hoje aqui uma imagem de Inês Horta e Costa, um dos momentos de reflexão para o seu projeto de autor a apresentar no final do ano letivo.

Publicado em Formação APAF

História da Fotografia – workshop

sc0003fa2c

No próximo dia 25, sábado, a APAF vai realizar um workshop tendo a História da Fotografia como tema. Durante um dia vamos passar pela evolução técnica e estética da imagem fotográfica, compreendendo as relações destas com a sociedade, com outras formas de arte ou com a história política.

É também uma formação destinada a quem pretenda uma reflexão sobre o porquê de alguns caminhos e realidades ainda hoje vividos ou que nos influenciam. É particularmente útil para quem já tenha uma formação técnica e queira desenvolver a sua componente estética ou esteja a trabalhar em projetos fotográficos de autor.

Publicado em Formação APAF, Notícias

Common Space de Lara Jacinto

captura-de-tela-2017-02-16-as-17-44-45

Inaugura amanhã Common Space de Lara Jacinto. A exposição estará no Logradouro, que fica na Rua da Bempostinha 22, em Lisboa.

Common Space refere-se a um único universo dividido por uma borda. O rio Minho separa dois territórios que se reduzem a um único espaço simbólico, partilhado por cidadãos portugueses e espanhóis. Marcado e ligado por uma identidade comum, o espaço reflete e expressa uma forma de ser próprio e único. O Espaço comum é uma construção afetiva que reflete sobre um vínculo estreito que desfoca fronteiras.

Este projecto faz parte de um projecto maior The thin line, do grupo Colectivo Photo cujos trabalhos pode ver em https://www.facebook.com/colectivophoto/

captura-de-tela-2017-02-16-as-17-45-50

Publicado em Notícias

Prémio Novos Talentos FNAC

captura-de-tela-2017-02-15-as-21-29-41

Pedro Jafuno é o vencedor do prémio Novos Talentos Fnac, com o trabalho Tylco. O júri foi presidido pelo curador, jornalista e crítico do jornal Público Sérgio B. Gomes, que referiu que o vencedor “foi capaz de sair do batido relato de viagem e do desejo de conto romantizado“, construindo um objecto revelador da relação contemporânea com a geografia e com o desconhecido, orientada ainda “pela intuição e pelos sentidos”.

Tylco nasceu de uma viagem através de cidades da Europa de Leste, tendo enquanto projeto começado com o objectivo de criar uma reportagem fotográfica convencional, em filme de 35 mm, acabando as limitações para revelar, imprimir e refletir nas imagens durante a viagem, por moldar o processo criativo do projeto. Pedro Jafuno começou a anotar, em cadernos de viagens, as ideias, juntando-lhes bilhetes, nota e outros objetos, associados a cada imagem.

Além de Sérgio B. Gomes, do júri faziam parte Mário Cruz, Augusto Brázio e Margarida Medeiros, que decidiam atribuir menções honrosas a Ana Borges, com o trabalho Terrain Vague e a Mariana Lopes com Limbo.

Publicado em Notícias

Prémio de Fotografia de Sintra

captura-de-tela-2017-02-16-as-13-03-20

A Câmara Municipal de Sintra vai realizar a III Edição do Prémio de Fotografia de Sintra 2017. As candidaturas deverão ser entregues até dia 1 de março no MU.SA – Museu das Artes de Sintra. O prémio destina-se a fotógrafos nacionais e estrangeiros residentes em Portugal, a partir dos 18 anos, sendo-lhes concedida total liberdade temática. O regulamento pode ser visto em http://www.cm-sintra.pt/images/downloads/PDF/cultura/Regulamento_Atribuicao_Premio_Fotografia_Sintra.pdf

Publicado em Notícias

Fotogramas – ensaios sobre fotografia

captura-de-tela-2017-02-15-as-16-10-41

Na próxima terça feira, pelas 18 horas, ocorre o lançamento do livro Fotogramas – ensaios sobre fotografia, que tem como co-autores António Fernando Cascais, Filipe Figueiredo, Luis Mendonça, Irene Aparício, Maria Augusta Babo, Maria João Baltazar, Miguel Duarte, Nélio Conceição, Susana Lourenço Marques, Susana Martins, Teresa Castro, Victor dos Reis e Victor Flores. A coordenação e organização é de Margarida Medeiros e o lançamento será feito no auditório 1, piso 1, torre B da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

Publicado em Notícias

Prémio Novos Artistas Fundação EDP

captura-de-tela-2017-02-15-as-15-51-46

Até 26 de fevereiro são aceites as candidaturas ao Prémio Novos Artistas Fundação EDP. Esta 12º edição, tal como as anteriores, visa divulgar e apoiar talento nacional emergente no domínio das artes plásticas e visuais. Podem candidatar-se a este prémio portugueses residentes ou não em território nacional e artistas estrangeiros que residam em Portugal, sem limite de idade. A escolha dos 6 a 9 finalistas, anunciada em abril, está a cargo de uma equipa curatorial de seleção constituída por Ana Anacleto, da Fundação EDP, Filipa Oliveira e João Silvério.

Estes finalistas terão a oportunidade de participar numa exposição coletiva no MAAT, a decorrer entre junho e setembro de 2017. Durante esta exposição, um júri internacional selecionará o vencedor desta 12ª edição, a quem será atribuído um prémio de 20 mil euros que se destina a apoiar a continuação do estudo ou do trabalho de criação e investigação, bem como a sua internacionalização. O regulamento pode ser visto em http://www.fundacaoedp.pt/noticias/candidaturas-ao-premio-novos-artistas-fundacao-edp-de-1-a-26-de-fevereiro-de-2017/437

Publicado em Notícias

Prémio Artes Visuais

captura-de-tela-2017-02-15-as-15-47-55

O Carp Diem Arte e Pesquisa lança, em 2017, um concurso-prémio nacional dirigido a alunos dos cursos de artes visuais finalistas em 2017 e, também, a alunos que tenham terminado os cursos em 2016 ou 2015.

O concurso tem como objetivos dar a conhecer as mais recentes propostas dos artistas que acabam de entrar no mundo arte, e criar a oportunidade de realizar a primeira exposição de apresentação de trabalho, com acompanhamento curatorial, vendas e catálogo.

Podem concorrer alunos de cursos de artes visuais que terminem o seu curso em 2017 ou que o terminaram em 2016 ou 2015. Os concorrentes podem participar com obras realizadas em vários media, como pintura, escultura, desenho, vídeo, gravura, instalação ou outros media de expressão contemporânea. Os concorrentes deverão entregar portfólio com um máximo de 20 imagens num ficheiro PDF, acompanhado de curriculum vitae actualizado e de declaração/carta de intenção do artista.

As candidaturas deverão ser enviadas até 14 Maio, podendo o regulamento ser visto em http://www.carpe.pt/sites/carpe.pt/files/regulamento%202017%20ARTE%20JOVEM%20%281%29.pdf

Publicado em Notícias

No Arquivo Fotográfico, em Lisboa

captura-de-tela-2017-02-15-as-15-39-20

O Movimento de Expressão Fotográfica inaugurou no sábado a exposição do projeto Este Espaço que Habito. A exposição está patente no Arquivo Fotográfico de Lisboa até 25 de março próximo.

 

Publicado em Notícias

Curso de Iniciação à Fotografia

Captura de tela 2016-05-11 às 14.54.20

A partir do próximo dia 2 de março a APAF realiza um novo Curso de Iniciação à Fotografia, em horário pós-laboral. Com aulas às terças e quintas feiras, este Curso pretende que os alunos dominem as potencialidades da sua máquina e conheçam a fotografia enquanto forma de expressão artística. Por isso o Curso é constituído por aulas teóricas e práticas, havendo ainda lugar à realização de exercícios determinados segundo orientações específicas.  Mais informações em https://associacaoportuguesadeartefotografica.wordpress.com/formacao/curso-de-iniciacao-a-fotografia/

Publicado em Formação APAF, Notícias

Maputo, mon amour – em Évora

captura-de-tela-2017-02-14-as-18-28-05

O Facebook do Alexandre Pomar chama à atenção para um texto de António Cabrita sobre a exposição de José Pinto de Sá (Beira, Moçambique, 1948). São imagens notáveis, plenas de uma estética moderna, envolventes, reais! A exposição, patente em Évora no Palácio D. Manuel, dá pelo nome de Maputo, mon amour. Os protagonistas, segundo o autor, não são as pessoas mas antes as cores e a luz. Refugiado político antes do 25 de Abril, viajou pela Europa antes de regressar a Moçambique e se dedicar ao jornalismo, tendo começado na revista Tempo.

Publicado em Notícias

Adriano Miranda

Para tudo existe um início. Depois, caminhamos. Ora para a frente ora para trás. São 25 anos de caminho. Erguidos desde a cabeça aos pés. Fiz-me fotógrafo por acaso. Tudo começou com eles…
Brevemente, um hino ao Trabalho. Sem ele nada feito“.

captura-de-tela-2017-02-14-as-18-04-26

É assim que Adriano Miranda começa o seu post no Facebook. Ainda me lembro desta imagem e de como ela marcou uma época. Estávamos há muitos anos atrás, num momento importante da fotografia portuguesa. O Adriano no AR.CO eu na APAF. O Adriano com este e um outro trabalho de retrato começou a ensinar muitos fotógrafos a trabalharem com base em projetos e não em fotografias soltas. Ensinou também o valor da dedicação, do trabalho árduo, como foi este de percorrer as minas portuguesas. Era um toque de seriedade que convém não esquecer. Hoje encaramos este género de trabalhos de forma natural, em Bienais, em Encontros de Fotografia e já nem sequer imaginamos outra alternativa se não pensar num projeto como um todo, sentido e ao qual nos dedicamos enquanto forma de expressão, envolvidos no tema, repetindo imagens uma e outra vez, partilhando a experiência com quem nos cruzamos nesses projetos. É bom recordar. É duro saber que passaram 25 anos. Obrigado Adriano! António Lopes

Publicado em Opinião