Em Cascais

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Numa iniciativa da Câmara Municipal de Cascais e da Fundação D. Luís I, Cascais criou a Cátedra Interartes. Tendo por pano de fundo o Bairro dos Museus, a Cátedra assume como missão promover e apoiar iniciativas que visem contribuir para a divulgação da obra de um conjunto de destes cujas obras se caracterizam por um cosmopolitismo e por uma urbanidade indissociáveis da forma como nelas são convocadas outras expressões artísticas. De novo, e pelo segundo ano consecutivo a Cátedra Cascais Inteartes atribui uma bolsa no valor de cinco mil euros, para uma investigação aprofundada sobre as obras de Ana Hatherly, Bartolomeu dos Santos, Branquinho da Fonseca, David Mourão-Ferreira, Fernando Lopes-Graça, Herberto Helder, João Abel Manta, João Gaspar Simões, Maria Archer, Maria de Lourdes Martins, Mário-Henrique de Leiria, Ruben A. e Michel Giacometti. Assim, no próximo dia 20 de outubro e 17 de novembro realizam-se duas conferências, tendo por tema de trabalho respetivamente Mário Dionísio e David Mourão Ferreira, proferidas por José Manuel Mendes e Pedro Ferré.

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No Porto

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No próximo dia 18, quinta feira, pelas 21.30 h, o Espaço Q/Quadras Soltas, no Porto, promove a 5ª Conferência de Estória das Artes com o tema “Arte Pública”, dinamizada por Helena Elias (artista e investigadora da VICARTE -FBAUL) e organização de Paulo Ferreira da Cunha.

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Graça Fonseca, a nova ministra da Cultura

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A Cultura tem um novo rosto com a remodelação governamental efetuada este fim de semana. Graça Fonseca vai ser a nova ministra da Cultura, substituindo Luís Filipe Castro Mendes, de quem alguns há dias diziam não ter qualidades para o cargo e hoje lhe reconhecerem competência. A vida política é assim.

Castro Mendes teve azar. Puseram-lhe a casca de banana à frente no caso dos concursos da Direção Geral das Artes e ele não teve arte ou engenho para evitar a casca. A sua imagem foi desgastada por sucessivas limitações orçamenatais, mas também pela pressão dos mais variados grupos. Ainda há dias um conjunto de artistas protestou (e bem) contra o atual estado das artes plásticas, ignorando o ministro e preferindo dialogar diretamente com o Primeiro-Ministro. O resultado foi a promessa da constituição de um fundo para aquisições de arte portuguesa contemporânea. São importantes tais aquisições, diria até fundamentais, para o estimulo à produção e para a compensação pela criação. Mas é tudo?

Não basta atirar com dinheiro para cima do problema. Poderemos ter uma linda coleção nos nossos museus, mas simultaneamente os nossos artistas continuarem a ser ignorados nos circuitos internacionais de arte, fechando-nos ainda mais sobre nós próprios. Mais do que aquisições precisávamos de apoiar curadores (nacionais e estrangeiros) que integrem os nossos artistas nos circuitos internacionais de arte de forma a torná-los conhecidos, valorizados e os façam vender. Mas este é apenas um dos trabalhos hercúleos que esperam a nova ministra, o de contrariar as fragilidades do nosso mercado da arte, conferindo-lhe transparência e garantia de futuro, a que se juntam a dinamização do tecido cultural nas suas múltiplas vertentes, mudar alguns paradigmas de que enferma o nosso fechado meio artístico, dar atenção aos museus e ao património, olhar para a atividade do Centro Português de Fotografia, equacionar a nova lei do Cinema, repensar o mecenato, e tantas outras tarefas,… com pouco dinheiro e sem ceder a grupos de pressão. Pelo meio fica ainda uma lei que visava a autonomia de gestão dos museus, que tem de precaver a vida dos que têm menos público ou são menos mediáticos, mas que permitam decidir a vida de um museu, incluindo exposições, projetos de investigação ou segurança sem passar por uma enorme teia burocrática que tudo faz parar. Não é uma tarefa fácil. Por isso, outros antes dela soçobraram. António Lopes

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Um Realismo Necessário, de José Pedro Cortes

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Fotografia de Margarida Neves, exposição de José Pedro Cortes, Lisboa

No Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado, em Lisboa, encontra-se patente ao público, até 28 de Outubro próximo, a exposição individual de fotografia Um Realismo Necessário do fotógrafo português José Pedro Cortes (Porto, 1976).

Sob a curadoria de Nuno Crespo, reúne-se neste espaço um conjunto de imagens realizadas entre 2005 e 2018, centradas no universo do quotidiano, onde o corpo humano se encontra maioritariamente presente e com base no qual o fotógrafo interpreta o mundo onde vive e aprofunda o seu conhecimento.

Rosto, mãos, ombros, outros tantos fragmentos de um corpo ou a sua totalidade fazem parte da leitura que José Pedro Cortes realiza de um tempo que é o atual, de uma realidade vivida e sentida diariamente. Deparamo-nos com beleza, serenidade e intimidade em documentos nos quais se representa a singularidade desse corpo humano, retratando-o numa aparente relação de proximidade com o observador embora sentimentos de incerteza e dúvida nos possam invadir sobre o contexto daquilo que é captado.

O fotógrafo não se cinge apenas a esse corpo e aos seus detalhes. Integra-lhe objetos decorativos ou individualiza outros em planos fechados. Complexidade, fragilidade e degradação destacam-se em algumas perspectivas de ambientes urbanos e arquiteturas, enquanto que atmosferas mais tranquilas e descontraídas figuram em outras tantas paisagens de lugares arredados do bulício das grandes cidades. Em todos eles a presença humana é uma constante, seja directa ou indiretamente visível.

Os enquadramentos que José Pedro Cortes faz de uma realidade que se pode considerar banal e corriqueira, estimulam uma reflexão voluntária da nossa parte numa tentativa para decifrar cada momento visual. O carácter de abstração que os trabalhos fotográficos exibem convidam-nos a demorar o nosso olhar sobre cada um dos registos e a afastarmo-nos da trivialidade das situações que lhes deram origem, prendendo-nos ao enigma das imagens, fruto do pensamento do artista sobre aquilo que o rodeia.

Alguns dos documentos escolhidos para esta mostra têm como base vários projetos que o artista tem vindo a executar e a expor ao longo do seu percurso, sentindo agora e citando as suas palavras, “a necessidade de olhar para o meu arquivo e compreendê-lo, não como uma sequência de imagens acopladas a projetos, geografias, mas como um ato contínuo”. O resultado traduz-se numa coleção de instantes e paisagens díspares, unificados pela centralidade do corpo e do seu reflexo e interação com o meio envolvente.

Cortes joga prioritariamente com a cor nas suas imagens mas não descura o uso do preto e branco em alguns registos, todos eles apresentados com um ritmo aliciante, sem quebras, numa alternância entre fotografias de grandes dimensões e outras de tamanho mais reduzido, num espaço expositivo bem adequado para esse efeito.

Recorde-se que o Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado se situa na Rua Serpa Pinto 4 / Rua Capelo 13, com horário de funcionamento de terça a domingo das 10 às 18 horas. Aqui comprova-se, pelo olhar de José Pedro Cortes, a vitalidade e qualidade da fotografia portuguesa, motivo assaz suficiente para uma visita a este espaço. Margarida Neves

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5 anos do MIRA

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Sábado, dia 13, no Porto e como forma de festejar os 5 anos do MIRA realiza-se, às 21.30 h, o ENTRE MIRAs.

ENTRE MIRAs propõe uma viagem performativa, pelos vários espaços, das Galerias MIRA em Campanhã, onde os intérpretes relatam em forma de desabafos, histórias que aliam preocupações artísticas a questões ético-sociais. Trata-se de um percurso que conta com várias paragens ao longo do circuito expositivo, sendo um projeto orientado pela encenadora Luisa Pinto, com as cumplicidades de Manuela Matos Monteiro, Margarida Carvalho, Pedro Cardoso (Peixe), Ana Ramos, Ana Pinheiro, Cristiana Sousa, Francisca Fernandes, Débora Lopes, Margarida Mendes e Bruno Santos e, inclui textos de Ana Cristina Pereira, Pedro Pinto, Filipe Pinto e Roberto Merino.

O percurso começa no MIRA | artes performativas na rua Padre António Vieira 68, às 21:30, seguindo-se Miraflor e outras galerias.

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Helena Corrêa de Barros no Arquivo Fotográfico, em Lisboa

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Fotografia Helena Corrêa de Barros

Inaugura no próximo dia 18, às 19 horas, Helena Corrêa de Barros – Fotografia, a minha viagem preferida. Antiga associada do Foto Clube 6×6, Helena Corrêa de Barros (Lisboa 1910-2000) vê agora o seu trabalho fotográfico reconhecido com a sua preservação e com a exposição realizada no Arquivo Municipal de Lisboa – Fotográfico. Diz-nos a informação distribuída que “Helena Corrêa de Barros (1910-2000) foi uma fotógrafa amadora e uma viajante incansável, sempre acompanhada pela máquina fotográfica. As suas imagens revelam um olhar inovador através de diapositivos a cores e fotografias a preto e branco, algumas das quais apresentadas em exposições e concursos de fotografia, na década de 1950”. ​” (…) As temáticas abordadas nas suas fotografias eram, maioritariamente, paisagens, cenas da vida urbana e campestre, marítima e fluvial, bem como imagens abstratas, representativas do que foi o Salonismo na fotografia portuguesa, nas décadas de 1950 e 1960″.

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Em Angra do Heroísmo

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Inaugura no sábado, dia 13, na Galeria do Instituto Açoriano de Cultura, em Angra do Heroísmo, a exposição A Cimeira Nixon-Pompidou e a objetiva de Mário Pereira da Silva. Esta exposição, coordenada por Carlos Guilherme Rilley e Mário Correia, pretende ser uma homenagem ao fotografo Mário Pereira da Silva e ao seu trabalho fotográfico nesta cimeira que agitou a política internacional.

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Apoios à produção artística

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Foi ontem entregue ao Primeiro Ministro uma carta na qual figuram diversos artistas nacionais apelando à defesa da criação artística e à criação de uma coleção nacional de arte contemporânea. Relembrando a destruição do mercado da arte que ocorreu nos últimos anos, mais de 200 signatários desta carta reivindicam a criação de um fundo estatal para aquisições, a criação de um organismo que possibilite a separação das artes visuais das artes do espetáculo, para além de alterações em questões fiscais, da facilitação de exposição e visita às produções artísticas mais recentes e à definição de uma estratégia cultural para o país. Lembrando também as dificuldades que algumas galerias conhecem, a escassez de colecionadores ou a falta de apoios mecenáticos, este grupo de artistas não deixou também de lembrar a necessidade de investimento nas coleções do Estado.

Entretanto, o Primeiro Ministro anunciou a criação de um programa de aquisições a dez anos que, em 2019, contará com uma verba de 300 000 euros. Nesta sessão esteve também presente o ministro da Cultura Luís Filipe Castro Mendes.

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Robert Mapplethorpe: pictures

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Fotografia Robert Mapplethorpe, Auto Retrato, 1983, Robert Mapplethorpe Foundation

No Porto, na Fundação de Serralves está patente Robert Mapplethorpe: pictures. Depois das polémicas e mediáticas discussões sobre se houve ou não censura ou se há salas mais ou menos condicionadas, que aqui já abordámos e ainda não totalmente esclarecidas, começa a assentar a poeira e a sobressaírem outros aspetos se calhar bem mais preocupantes.

Comecemos pelos dias de entrada gratuíta. Neste caso tivemos azar e fomos visitar a exposição no primeiro domingo do mês e no período da manhã. Em exposições mediatizadas como foi esta, este período deveria ser alargado de forma a evitar concentrações excessivas. Já não falo das filas para entrar, mas do comportamento do público.

Avancemos então para o público. Numa exposição como esta, que motivou a curiosidade e onde algumas pessoas perguntavam ao seu acompanhante: “então onde é que estão as fotografias polémicas?” – como se a exposição se resumisse a isso, frequentemente vimos as pessoas a seguirem em fila, umas atrás das outras, de fotografia em fotografia. Sem parar, olhando, mas sem sentir, sem ver. Parar para apreciar as imagens era tarefa difícil e logo acontecia alguns empurrarem quem estava à sua frente. São maus hábitos do público, seja ele do Porto, de Lisboa ou de qualquer sítio. É sinal que visitamos as exposições de forma ligeira e apenas como mais um momento colecionável, o que é extensível a museus e a outros espaços.

Ainda quanto ao público, mas também quanto à organização, uma nota muito negativa para a parte final da exposição. Muitos aproveitando a “borla” do primeiro domingo tentavam ver outra exposição apresentada numa sala adjacente. Como as entradas eram limitadas, auto-organizou-se uma fila num corredor perante o olhar passivo dos seguranças. E assim, a parte final da exposição de Maplethorpe, talvez cerca de duas dezenas de fotografias não podiam ser vistas porque praticamente encostada às imagens havia uma enorme fila das pessoas. Ou Serralves não liga a essas questões, ou o público que já viu três quartos da exposição acha que já viu tudo e pior, que os outros não merecem ver. Podiam os seguranças, a própria Fundação ter aqui um papel pedagógico. Afinal, esse papel não se resume a iniciativas no Parque ou a visitas guiadas.

Da exposição em si ressalta o papel que Mapplethorpe teve na História da Fotografia do século XX. Polémico é certo, irreverente também, mas igualmente provocador, dotado de uma sensibilidade única em imagens excecionalmente bem iluminadas e bem impressas. Os paralelos com a escultura clássica são evidentes nas poses, nas noções de proporção, de força ou nos pontos de vista, numa comparação entre os corpos de hoje e a escultura do passado, como o são a beleza das suas flores, que assumem claramente uma conotação sexual.

Nesta exposição que reúnem-se retratos, nús ou naturezas mortas em fotografias, colagens ou polaroids. No caso específico dos retratos destaque para o retrato direto, fotografando de frente os seus modelos, trazendo à fotografia uma visão que cortava com os cânones tradicionais e que só se generalizaria alguns anos depois. Eram opções que não pretendiam constituir-se como verdade objetiva, mas antes como uma provocação, como alguém que nos olha nos olhos.

Em Mapplethorpe toda a iluminação é pensada e começamos por o ver na inspiração que busca na escultura clássica, mas também na colocação das sombras nos fundos, ou na gradação de luz que obtem nos objetos. A este construtor de luz junta-se uma boa impressão que só por si é uma parte fundamental do todo que é a fotografia e que frequentemente é esquecida.

Chegados à “sala dos murmúrios” (a das imagens polémicas) constatamos logo que foi mais o barulho do que a gravidade da questão. Em primeiro lugar, e por princípio, somos contra toda a forma de sonegação ou dissimulação de uma obra artística por razões de ordem moral. Mas até compreendemos que algumas das imagens possam estar mais resguardadas, cabendo aos pais a decisão de puderem ou não serem vistas por crianças. Mas ali não estão as imagens mais chocantes e violentas da obra de Mapplethorpe e o que ali está pode ser visto em qualquer livro sobre o autor numa qualquer livraria ou até noutros fotógrafos de finais do século XIX e inícios do século XX. A novidade de Mapplethorpe não é o voyeurismo da transição do século XIX para o XX, mas antes uma abordagem formal, provocadoramente formal. É igualmente preferível ver Mapplethorpe como um fotografo que ultrapassou fronteiras impostas à arte no período conservador pós-Segunda Guerra Mundial e que se começaram a diluir nas décadas de sessenta e setenta. É preferível olhar para o artista e ver nele alguém muito consciente do poder da imagem e da noção de pecado, ou ainda de alguém que colocou nas suas fotografias as suas obsessões eróticas. Ou como consta no texto (não assinado) do desdobrável e atribuído a Susan Suntag “aquilo que ele procura (…) não é a verdade sobre algo, mas a versão mais forte da verdade sobre algo“. Era antes o fotógrafo que construía a sua verdade.

Acompanha a exposição um desdobrável bilingue esclarecedor nos pontos essenciais desta apresentação. A exposição, com curadoria de João Ribas e organizada conjuntamente entre a Fundação de Serralves e a Robert Mapplethorpe Foudation, estará patente ao público até 6 de janeiro de 2019. António Lopes

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Fernanda Fragateiro

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Inaugura no próximo dia 19, pelas 19.30 h, Processo de Fernanda Fragateiro (Montijo, 1962). A exposição, que se prolonga até 20 de janeiro de 2019, estará patente no Museu Internacional de Escultura Contemporânea que se situa em Santo Tirso.

Usando a escultura e a instalação como meio de expressão e com um longo historial de exposições individuais e coletivas, Fernanda Fragateiro está também representada em várias colecções públicas e privadas, entre as quais: The Ella Fontanals Cisneros Collection, Miami; Fundação de Serralves, Porto; Fundação EDP, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa; Coleção António Cachola, Elvas, Museu Coleção Berardo, Lisboa e Museu Nacional Centro de Arte Rainha Sofia, Madrid, entre outras.

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Maratona Fotográfica – Coimbra

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No próximo dia 20, entre as 9 e as 21 horas, vai decorrer a Maratona Fotográfica da FNAC Coimbra. As inscrições terminam a 15 de outubro devendo os vencedores serem conhecidos quase no final de novembro. Os prémios são atribuídos em material fotográfico e o regulamento pode ser visto em https://d2xcq4qphg1ge9.cloudfront.net/assets/498882/3601785/original_Regulamento_da_10__Maratona_Fotogr_fica_Fnac_Coimbra.pdf

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NB Cultura

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Há notícias de que importa estar a par no âmbito da arte em geral e da fotografia em particular. É o caso da página Novo Banco Cultura. Vale a pena!

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9ª Feira do Livro de Fotografia

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Anuncia-se já para 23, 24 e 25 de novembro a realização da 9ª Feira do Livro de Fotografia. Tal como aconteceu em anos anteriores, a edição deste ano terá lugar no Arquivo Municipal de Lisboa e marca um regresso á ênfase na produção nacional, nomeadamente ao nível independente e de autor. Completam esta Feira exposições, conversas e workshops. Para já decorre a open call para a participação dos autores:

Convocatória – Exposição das Maquetas/Dummies
– Ficha de Inscrição para a Exposição das Maquetas (dummies):
https://goo.gl/forms/QTPyiz9SlptEwtD02

Convocatória – Apresentação de Projetos Autorais
– Ficha de Inscrição para Apresentação de Projetos Autorais:
https://goo.gl/forms/Obc4ZZK7J7SK5U9A2

Convocatória – Mesa dos Autores e das Auto-Edições:
– Ficha de Inscrição para Mesa dos Autores e das Auto-Edições:
https://goo.gl/forms/LrgplB0M5trkH2K32

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Braga – que se passa?

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Fotografia Alfredo Cunha, O tempo de Braga

Este ano os Encontros de Fotografia em Braga deixaram-me uma sensação estranha: exposições de grande qualidade a par com outras sofríveis ou de um nível quase académico. É pena.

No capítulo do que estava mal encontramos várias coisas com que nunca me tinha deparado em Braga. Um convento de S. Francisco Real que ninguém conhece a não ser por Igreja de S. Frutuoso que fica adjacente ao dito convento, que por estar em ruínas ninguém visita e ninguém conhece, um texto que só consegui em inglês (Museu da Imagem), um catálogo que só havia no Edifício do Castelo, o qual ainda pensámos adquirir na última exposição que visitasse, mas que fomos logo esclarecidos que só havia ali, horários que não coincidiam com o programa (Casa dos Crivos) e finalmente a falta de manutenção de algumas exposições (Edifício do Castelo). Houve nitidamente a preocupação em manter o mesmo número de exposições de edições anteriores, mas com muito menos condições. Junte-se o facto de haver um predomínio de pequenas histórias em detrimento de projetos fotográficos mais consistentes. O que não deixa de ser uma opção legítima mas que parece indiciar uma situação de Encontros low cost.

Começámos com O tempo de Braga de Alfredo Cunha e À sombra de Deus de José Bacelar. Na primeira une-as o sentido de fotografia de rua, de reportagem e de captação do imprevisto, a par de uma luz fantástica em algumas das imagens. Alfredo Cunha consegue captar os ícones da cidade, sejam uma mercearia, um café ou um imprevisto de rua. Não gostámos da excessiva variedade temática e irregularidade qualitativa e, principalmente, não gostámos de ver algumas das imagens “apertadas” naquelas molduras, cujo tipo se repete em várias exposições. Sei que é mais barato produzir exposições assim, mas o emolduramento faz parte dos projetos. Em À sombra de Deus não nos seduz uma impressão irregular e muito menos uma maior preocupação com a simetria das molduras verticais e horizontais do que com a história em si. Talvez uma outra escala, mais pequena, ajudasse a criar imagens mais intimistas e com mais força com este tema. De qualquer forma, o autor agarrou o tema quando nos lembra que em Braga “cidade dos Arcebispos (…) tudo acontece, sempre, à sombra de Deus”.

Tibães é uma desilusão. O ponto de partida é bom, mas a forma como foram selecionadas as imagens é desastrosa. Juntemos-lhe o facto de vermos cartazes da exposição soltos e amarrotados. Tibães, um dos locais mais nobres dos Encontros, este ano com apenas uma exposição, reposição de alguns trabalhos já vistos aqui e noutras paragens, mas principalmente com uma seleção e uma apresentação muito duvidosa. Há coisas que resultam, e há coisas que não resultam…

Mas há na edição dos Encontros realizada este ano também muito bons trabalhos. A exposição de Tamara Wassaf, Del Sentimento de no estar del todo, na Nova Galeria do Largo do Paço, bem executada tecnicamente, bem montada e com preocupação na apresentação. No mesmo local referência também para Gloria Oyarzabal com Woman go no’gree que nos faz refletir sobre as questões culturais e sobre o papel da fotografia enquanto documento ou como apresentação de uma realidade ficcionada.

Neste espaço podemos ver #nextluk de Ivan Silva. Uma proposta interessante sobre a massificação da autorepresentação na cultura popular contemporânea. Diz-nos o press-release, num texto de Vera Marmelo, que o fotógrafo “selecionou aleatoriamente uma conta de Facebook, apropriando-se das imagens de perfil do utilizador, constituídas exclusivamente por selfies e cujo número atingiu a centena no momento de finalização da recolha”. Propositadamente o autor recorre à cianotipia para conferir a estas imagens uma paragem no tempo quebrando a sua volatilidade. Tudo estaria bem até aqui, se não fosse “uma exposição interativa” com a participação do público. A falta de manutenção da exposição ou a inadequação dos suportes (fita adesiva dobrada) fazia com que algumas imagens estivessem caídas no chão (pelo menos três imagens no dia em que a visitámos), o que levava a que alguns visitantes mais cuidadosos e com mais respeito pelo trabalho do autor apanhassem as imagens e as encostassem à parede evitando que fossem pisadas. Aqui trata-se de respeito pelo autor, mas também pelo público.

katerina tsakiri

Fotografia Katrina Tsakiri, A Simple Place

O Edifício do Castelo concentra algumas das melhores exposições destes Encontros. É o caso de A Simple Place de Katerina Tsakiri com um conjunto de auto-retratos sobre as reencenações do indivíduo e do espaço, exposição que merecia uma outra escala de maior dimensão e de um espaço onde cada imagem pudesse ser sentida e comunicar por si. Referência também para Inner Self de Anna-Sophie Guillet que questiona as fronteiras do género. É a autora que nos diz que “na nossa sociedade, temos expetativas muito específicas sobre a dicotomia de género e os papéis que cada um deles deve adotar. No entanto, esta dicotomia não se trata de um ponto de vista exclusivo. Eu tento (a autora) questionar esta hipótese, criando retratos de homens e mulheres cujas identidades escapam às normas. Através destes retratos, eu tento mostrar que existem várias formas de viver as nossas vidas como seres humanos”. “(…) Inner self foi desenvolvido através de encontros ocasionais com jovens desconhecidos que visivelmente escapam ao rigoroso binário homem/mulher. Quer o efeito seja puramente estético ou existam hormonas reais em cena, todos eles de certa forma desfocam fortemente as linhas do género”. São imagens fortes, com olhares diretos, que geram proximidade de quem vê com quem é visto, como que existindo uma cumplicidade.

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Fotografia Tânia & Lazlo, Behind the visible

Destaque também pela positiva para Along the break de Roei Greenberg questionando o tempo na paisagem e para o trabalho Behind the visible de Tania & Lazlo, talvez um dos trabalhos mais interessantes destes Encontros. Assiste-se à exploração do universo da psique (Under the surface, Beyond the threshold), do inconsciente e do sonho e igualmente ao questionar do papel do Ser Humano nas relações com a natureza, os outros e consigo próprio. São imagens misteriosas, perturbadoras e até sombrias, que nos inquietam e que nos remetem para a estética do cinema. São ainda imagens com uma luz fantástica (Under the surface, Lost river, The wind of absence), de uma execução técnica cuidada, uma impressão irrepreensível, e que fazem desta exposição uma das quais vale a pena visitar os Encontros.

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Fotografia Yushi Li, My tinder boys

Também como uma das melhores exposições destes Encontros de Fotografia está My tinder boys de Yushi Li. Ao colocar alguns homens num espaço estereotipado feminino e doméstico – a cozinha, o autor confere-lhes uma vulnerabilidade que se vê nos gestos e nos rostos. São imagens onde o uso da cor reflete uma significativa maturidade estética e apresentadas na escala certa num trabalho que pretende questionar questões de beleza e do sexo.

Interessante é também o vídeo de Rebekka Friedli, Touching Myself, produzido em Portugal pelo fotografo João Tuna, e onde ressalta a delicadeza dos gestos. Por último, no Edifício do Castelo, o trabalho de Iris Hassid Segal com Kana – Tel Aviv – Nazareth, um projeto ainda em execução e que documenta o dia-a-dia de três jovens palestinianas que deixaram a proteção das comunidades familiares e conservadoras onde cresceram, para irem estudar na cidade de Tel Aviv. São fotografias com alma, com uma mensagem forte, com uma escala que se impõe, e que consegue captar as vivências dessas jovens e os seus dilemas sociais e culturais.

Na Casa dos Crivos está To name a mountain de Alfonso Almendros, uma exposição que reflete um trabalho mais comum ver em galeria, que deveria ser visto com muito pouca luz para gerar solidão e intimidade. Pelo contrário, a luz jorra do teto e das paredes, destruindo quase por completo o sentido do trabalho que é anunciado no texto de parede. Sem esquecer o trabalho de João Paulo Serafim, A invenção da Memória, presente no Museu Nogueira da Silva, interessante pelo olhar que nos trás e pelo trabalho que se imagina, mas onde nas paredes continuam as legendas dos quadros que ali estavam antes, visitámos The Object of my Gaze de Marcia Michael, apresentada no Museu da Imagem. Vale a pena ver esta exposição não pela componente sentimental que ela desperta, mas também pela proposta estética, pela apresentação e pela técnica.

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Fotografia Marcia Michael, The object of my Gaze

A autora diz-nos tudo quando afirma que “nesta nova série, The Object of My Gaze (2015-2017), onde existe uma necessidade de compreender não só o meu legado, como mas também os meus antepassados, eu questiono sobre a minha história matrilinear. Eu percebi que para recuperar uma pertença eu tinha que ir aos arquivos e procurar o que estava ausente, silenciado e escondido; Eu precisava de uma história para motivar a minha busca, e a minha mãe, que era o único arquivo no qual eu podia confiar, tornou-se no veículo através do qual eu iria descobrir e recuperar narrativas históricas (re-imaginadas)”. Acresce uma montagem que nos faz pensar relacionando-a com a intenção da artista e uma iluminação perfeita que reflete a compreensão da luz original concebida no momento da captação da imagem.

Por último também uma referencia para Viv(r)e La Vie de Ana Galan, na Biblioteca do Campus de Gualtar da Universidade do Minho, com fotografias de casais com paisagens rurais em fundo, numa homenagem às pessoas que celebram a vida. São imagens de grande sensibilidade e beleza estética num projeto ainda em execução e iniciado em 2010. António Lopes/Sandra Osório

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Recent Work na Leica Gallery, no Porto

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No próximo sábado, dia 13, pelas 18 horas, inaugura Recent Work de Mark de Paola. A exposição apresenta-se na Leica Gallery, no Porto, e será visitável até 5 de janeiro, de segunda a sábado, das 10 às 19 horas. A série apresentada, criada ao longo de vários anos, inclui retrato, nú e paisagens em narrativas que remetem para memórias e sentimentos sobre pessoas e lugares que influenciaram o autor.

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Uma história comum

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Na próxima sexta feira no Logradouro da Bempostinha, em Lisboa, o Movimento de Expressão Fotográfica apresenta Uma história comum, um trabalho de 11 autores tendo como base uma viagem a Marrocos. Une-os igualmente a curiosidade e receptividade para apreender um país culturalmente rico, cheio de contrastes que se rege pelo estímulo dos sentidos.

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Formação em fotografia na APAF

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Teve ontem início uma nova turma do Curso de Iniciação à Fotografia no horário da manhã. Hoje, tem início outra turma, mas em horário pós-laboral. Nestes cursos a formação teórico-prática é dividida entre a componente técnica e a abordagem estética, algo que é novo para a maioria dos alunos, mas que se revela tão importante quanto a técnica. Entretanto, na formação, prosseguem os Cursos Avançado e Profissional com a próxima aula a abordar os primeiros passos do Photoshop.

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Prémios de Arte Laguna

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Foi apresentada a 13ª edição dos Prémios de Arte Laguna. Pintura, fotografia, instalação ou escultura são algumas das modalidades que se apresentam, devendo as candidaturas serem apresentadas até 15 de outubro. Já com alguns anos de existência, este Prémio apresenta-se como uma forma de alguns artistas se aproximarem do meio das galerias. Ver o regulamento em https://www.premioartelaguna.it/bando

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Nove meses de Inverno e Três de Inferno e Viagem Sem Rumo da autoria de João Pedro Marnoto

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Na próxima sexta feira, dia 12, no espaço Now Coworklisboa, na Rua do Grilo, serão apresentados os livros Nove meses de Inverno e Três de Inferno e Viagem Sem Rumo da autoria de João Pedro Marnoto.

Nove Meses de Inverno e Três de Inferno é uma expressão popular oriunda do Douro e Trás-os-Montes, e retrata as gentes enraizadas na terra que lhes sustenta a fome e devotas na fé que lhes aponta aos céus. É também um confronto com novas realidades sociais e económicas, e simultaneamente uma reflexão sobre a condição humana assente sobre três vértices: a relação com a Terra, a Fé e o Progresso. Por seu turno Viagem sem Rumo é um trabalho que vem de uma necessidade intrinseca de pesquisa, abordando a representação da experiência humana numa reflexão sobre a contemporaneidade. Um exercício íntimo de consciência, onde o instinto reflete sobre a razão e vice-versa, em momentos que se cruzam as realidades interiores e exteriores.

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Curso de fotografia – iniciação

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Fotografia António Lopes

Estão a decorrer as inscrições para o Curso de Fotografia – nível iniciação, que terá já na próxima semana as primeiras aulas. A turma pós-laboral regista já as últimas inscrições, já que estamos prestes a atingir o número limite dos alunos.

Este é um curso que aborda a fotografia digital na sua componente técnica, nomeadamente no manuseamento e controle da máquina fotográfica, convidando os alunos a deixarem o modo automático e controlando também o ISO e o WB de forma a obterem a imagem desejada de forma consciente. É igualmente um curso que comporta uma importante componente estética baseada na visualização e discussão de exemplos, que inclui história da arte, da fotografia e ainda trabalhos de diversos fotógrafos. Com regularidade os alunos efetuarão trabalhos que colocam em prática as matérias aprendidas. Mais informações em https://associacaoportuguesadeartefotografica.wordpress.com/formacao/curso-de-iniciacao-a-fotografia/

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Norman Parkinson: Sempre na Moda, em Cascais

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Fotografia António Lopes, exposição de Norman Parkinson, Cascais

No Centro Cultural de Cascais inaugurou a exposição retrospetiva Norman Parkinson: Sempre na Moda, que ficará patente ao público até janeiro de 2019.

É uma exposição bem montada (outra coisa não seria de esperar da Terra Esplêndida), pensada em termos cronológicos e onde se salienta o trabalho criativo de Norman Parkinson (Londres 1913 – Singapura 1990), mas também bem pensada em termos visuais e numa lógica de leitura complementar entre os vários blocos da exposição. Tudo se encaixa, numa sequência lógica e evolutiva, sem redundâncias e despertando sempre a curiosidade do visitante. Acresce ainda o carater informativo dos corpos de wall text presentes, que nos ajudam a contextualizar as imagens e permitem compreender a carreira deste fotógrafo. São imagens formais, onde o emolduramento e o pass-partout (com raras exceções) acentuam o rigor técnico mas onde, de forma desconcertante, espreita sempre a irreverência e até o humor.

A carreira de Norman Parkinson remonta aos anos 30, tendo realizado a sua primeira exposição em 1935. Lembrado pelo seu olhar inovador, onde predomina a harmonia compositiva e os jogos de luz e cromáticos, Norman Parkinson não deixa de colocar em fotografia a estética e a luz do cinema dos anos 40 e 50, mesmo que a fotografia de moda refletisse uma certa austeridade do período da guerra e pós-guerra, ou o new look parisiense dos anos 50 ou a irreverência das revistas de moda da década de 60. Por isso foi tão decisivo para as transformações na fotografia de moda no século XX. O seu “segredo” foi simultaneamente conjugar uma elegância casual na roupa e nas poses com imagens comunicativas e de excelente sentido de composição, ao mesmo tempo que retirava os modelos do ambiente estático, sério e controlado dos estúdios fotográficos e os levava para locais da vida quotidiana, juntando-lhes ainda a beleza da luz e a qualidade dos recursos técnicos recorrendo frequentemente ao grande e médio formato. Aliás, a questão da fotografia de moda em exterior é tão revolucionária que mudou a forma como se comunicava com o público, ao mesmo tempo que o próprio Parkinson reconhecia ter-se inspirado em Martin Munkacsi na ideia de colocar os modelos a trabalhar em ambientes exteriores.

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Norman Parkinson, Young Velvets, 1949, trabalho para a revista Vogue

No período que compreende as décadas de 40 e 50, em que se efetiva uma longa colaboração com a Vogue, Parkinson realiza imagens que sugerem narrativas como se poderá ver na Young Velvets (Young Velvets, Young Prices, New York, Vogue, 1949), que junta quatro modelos tendo os arranha-céus de Nova Iorque como pano de fundo e onde a luz e o rigor técnico conferem à imagem a diferenciação de planos que referimos. Aliás, na exposição, as imagens em maior escala resultam melhor por expressarem de forma mais visível a separação tonal que nos é dada por filmes desses formatos.

Foram estas opções que atraíram a atenção de revistas como a Harper’s Bazaar ou a Vogue, com destaque para a importância que a primeira teve na história da fotografia. Aliás, elas são o expoente de uma época de inovação não apenas na fotografia, mas no arranjo gráfico, sendo pena que na exposição não se aprofundem melhor estes aspetos. Exemplo disso, são duas capas expostas que mostram opções “construtivistas”, ainda que “pobres” comparadas com outras capas construídas na mesma época. Não nos esqueçamos ainda de outras publicações, importantes na sua carreira, como a Town & Country, a Queen ou a Bystander.

Ainda que preferindo ter uma exposição com menos imagens mas de maior escala, não nos podemos esquecer que estamos perante uma exposição retrospectiva de 56 anos de carreira de um fotógrafo e que, por isso também, mostram os momentos mais fulgurantes do trabalho do fotografo e do mundo da moda, a par com épocas em que se refletiu, hesitou ou redefiniram caminhos e formas de comunicar a moda.

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Norman Parkinson, Audrey Hepburn, 1955

Nos anos 60 Parkinson abraça a irreverência desse período, abandonando o formalismo de anos anteriores, afastando-se de uma fotografia marcada pelo cinema e culminando, já na década de 80 pelo seu reconhecimento como retratista com a encomenda de imagens que irão integrar a grande exposição retrospetiva na National Portrait Gallery de Londres.

Para além da moda Parkinson tem um interessante trabalho de retrato, menos evidente nesta exposição, um trabalho muito baseado na aproximação aos retratados, real ou a partir de reenquadramentos. Estrelas do rock, de Hollywood ou a família real britânica, foram modelos que inspiraram a sua carreira que terminou, em 1990, em Singapura, a meio de um trabalho.

A exposição, com cerca de 80 fotografias e com curadoria de Terence Pepper começa a circular agora, sendo portanto esta a sua apresentação mundial, entrando depois em itinerância por vários países.

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Hoje, no Museu da Cidade, em Lisboa

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No âmbito da exposição Lisboa, Cidade Triste e Alegre: Arquitetura de um Livro, entretanto prolongada até 2 de dezembro, realiza-se hoje, pelas 18 horas, uma conversa com Tereza Siza, Mário Moura e Luís Camanho, a qual será moderada por Susana Lourenço Marques.

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Em Vila Nova de Famalicão

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Fotografia Fundação de Serralves

Inaugura hoje, às 17.30, na Casa do Território, em Vila Nova de Famalicão, a exposição A Minha Casa é a Tua Casa: Imagens do Doméstico e do Urbano na Coleção de Serralves. Na exposição serão apresentadas obras de: Filipa César, Pedro Cabrita Reis, Gil Heitor Cortesão, José Pedro Croft, Ângela Ferreira, Fernanda Fragateiro, Gordon Matta-Clark, Juan Muñoz, Bruce Nauman, Luís Palma, Martha Rosler, Ana Vieira. A exposição, iniciativa da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão e da Fundação de Serralves, ficará patente ao público até junho de 2019.

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Em Cascais

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No passado sábado, durante a parte da manhã, realizou-se em Cascais, promovida pela Fundação D. Luís I e como parte da exposição Norman Parkinson – sempre na moda, uma masterclass com Terence Pepper tendo como tema a curadoria de exposições. Participaram alguns alunos dos cursos da APAF, tendo esta atividade e a subsequente visita e análise da exposição, esta já realizada à tarde e sob a orientação da APAF,  visado o desenvolvimento do espírito crítico e análise de exposições para além de preparar os alunos para a apresentação pública dos seus projetos fotográficos.

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womenSEEwomen

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Fotografia Renée Jacobs

No âmbito do Porto Photo Festival e do projeto Photos de Femmes, o Centro Português de Fotografia apresenta a exposição womenSEEwomen com curadoria de Renée Jacobs, que de resto também está presente na exposição enquanto fotógrafa. A exposição estará patente ao público até 4 de novembro de 2018.

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Curso de Fotografia digital – nível iniciação

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A APAF vai realizar um novo Curso de Fotografia – nível de iniciação tendo como alternativa o horário diurno e o horário pós-laboral. Estas duas novas turmas, com aulas a partir da próxima semana, centram-se no trabalho com a sua própria máquina digital, nomeadamente a adequada medição de luz e controle da máquina (ISO, WB, etc.) e ainda num aturado trabalho sobre composição, com a visualização e discussão de exemplos, que incluem história da arte, da fotografia e ainda trabalhos de diversos fotógrafos. Com regularidade, em aulas teóricas e práticas, os alunos efetuarão trabalhos que colocam em prática as matérias aprendidas. Mais informações em https://associacaoportuguesadeartefotografica.wordpress.com/formacao/curso-de-iniciacao-a-fotografia/

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Hoje, em Cascais – Norman Parkinson – sempre na moda

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Inaugura hoje, em Cascais, no Centro Cultural às 21.30 h, a exposição Norman Parkinson – sempre na moda. A exposição, que é uma atividade inserida na programação da Câmara Municipal de Cascais e da Fundação D. Luís I, representa uma generosa retrospetiva da carreira influente de Parkinson, dando a conhecer 80 fotografias que refletem a transformação da moda feminina e ajudaram a redesenhar o modo como esta foi sendo comunicada ao longo de décadas. Na exposição, patente no Centro Cultural de Cascais até janeiro, poderá observar-se fotografias das diferentes fases de produção do artista. O documentário Arena, também conhecido como Norman Parkinson, coproduzido para a BBC pela Arena e o Norman Parkinson, integra igualmente a exposição.

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Há quanto tempo trabalha aqui? – de Luísa Ferreira

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Fotografia de Luísa Ferreira. António Nunes Martins, 1994. Estou aqui há quarenta e três anos. A casa existe há cento e vinte, desde 1880, sempre na mesma família. António Alvoeiro e Cª Lda, junco e palha. Calçada do Combro 36

Na próxima segunda feira, dia 1, a fotógrafa Luísa Ferreira fará uma visita guiada à sua exposição Há quanto tempo trabalha aqui?, presente no Espaço Santa Catarina, galeria da junta de Freguesia de Santa Catarina, em Lisboa. A visita guiada tem início às 18.30 h.

Há quanto tempo trabalha aqui? é um projeto fotográfico iniciado em 1994, e tem registado as alterações que as zonas da Misericórdia, Chiado, Bairro Alto e Santa Catarina, em Lisboa, têm conhecido, nomeadamente o desaparecimento e alteração do comércio local pela força do turismo ou da mudança de hábitos.

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A Guerra em Angola 1967-1987

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Fotografia Cloete Breytenbach

No Mira Fórum, no Porto, é hoje inaugurada, às 21.30, a exposição A Guerra em Angola 1967-1987. A exposição documenta um longo conflito armado que afetou milhares de vidas e deixou um rasto de destruição. Cloete Breytenbach é um fotógrafo de imprensa sul-africano que teve acesso à frente de combate em zonas interditas a fotógrafos e jornalistas. As fotografias agora expostas e projetadas dão um retrato cru da guerra, mas ao mesmo tempo lembram que a vida quotidiana continua: captam gestos simples que garantem a sobrevivência física e comportamentos triviais que permitem a sobrevivência psicológica.

Esta exposição integra os Encontros da Imagem 2018 e estará patente até 10 de novembro.

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Formação em fotografia na APAF – cursos Avançado e Profissional

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Fotografia António Lopes

Têm início amanhã os Cursos de Fotografia Avançado e Profissional. São dois cursos com a duração de 1 ano letivo, e para começarem bem começam com uma masterclass, em inglês, tendo como tema a curadoria em fotografia. A iniciativa é da Fundação D. Luís, em Cascais, à qual a APAF agradece as facilidades proporcionadas aos seus alunos nesta abertura de curso.

É orador nesta masterclass Terence Pepper que colaborou com a Mansell Collection e a National Portrait Gallery, na qual viria a tornar-se Curador de Fotografia e, posteriormente, responsável pela área de fotografia da galeria. Em 1981 fez a sua primeira curadoria com a exposição – Norman Parkinson: 50 Years of Portraits and Fashion -, também exibida numa versão mais reduzida em Nova York, na Sotheby’s e na National Academy of Design. Ao longo dos seus quarenta anos na National Portrait Gallery, Terence Pepper fez a curadoria de mais de 150 exposições fotográficas incluindo Helmut Newton: Portraits, Alice Springs: Portraits, Lewis Morley: Photographer of the Sixties. Editou um livro, escrito em parceria com John Kobal, sobre o fotógrafo da MGM Clarence Sinclair Bull: The Man Who Shot Garbo que se tornou o modelo de uma série de exposições de sucesso, incluindo Horst: Portraits e Beaton: Portraits, bem como, mais recentemente, Man Ray: Portraits, apresentada na Scottish National Portrait Gallery, Edimburgo e The Pushkin Galeria, em Moscovo. Entre as exposições mais recentes contam-se Audrey Hepburn: Portraits of an Icon, na National Portrait Gallery, em Londres (2015), James Abbe: Photographer of the Jazz Age, no Fashion and Textile Museum, em Londres (2016) e Graham Keen: 1966 And All That, no Lucy Bell Gallery, em St. Leonard’s, no Reino Unido (2016).

A inclusão destas ações no nossos cursos visam dar aos alunos um olhar mais abrangente sobre a fotografia e permitir uma complementaridade formativa útil na realidade atual do mercado da arte e profissional.

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Between the Devil and the Deep Blue Sea do fotógrafo sul americano Pieter Hugo no Museu Berardo

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Fotografia Sandra Osório

No Museu Coleção Berardo está patente ao público, até 7 de outubro, a exposição Between the Devil and the Deep Blue Sea do fotógrafo sul americano Pieter Hugo (Joanesburgo, 1976). É uma exposição que aconselhamos que seja vista com tempo, primeiro porque é extensa – são quinze séries fotográficas, segundo porque para “vermos para além das imagens” implica tempo. Acompanha esta exposição um desdobrável exaustivo e bastante informativo, para além do catálogo à venda na loja do Museu e com textos de Ralf Beil, Uta Ruhkamp e Pieter Hugo.

Na realidade a questão de sentirmos os ambientes e de vermos para além das imagens constitui a marca dominante desta exposição, onde o fotógrafo consegue traduzir em imagens a quietude ou o bulício dos espaços, a solenidade e a descontração, o que vai na alma dos retratados ou os preconceitos e hábitos humanos, numa abordagem tecnicamente irrepreensível ao nível da captação da imagem e da impressão, e esteticamente moderna onde o envolvimento emocional do fotógrafo está presente em todas as situações.

Estas quinze séries fotográficas de Between the Devil and the Deep Blue Sea foram produzidas entre 2003 e 2016 e, sendo histórias distintas, têm de comum a interrogação sobre o que nos une e como as pessoas se relacionam com a repressão cultural ou o domínio político. São também imagens que são uma consequência muito pessoal de dilemas e de questões que Pieter Hugo levanta, de um fotógrafo, homem branco, a trabalhar em África, numa sociedade habituada ao sofrimento e à desigualdade, questões que transporta para outras paragens geográficas, sejam elas a China ou os EUA.

O fotógrafo não deixa de lado as sub-culturas sociais ou culturais trazendo a Belém os sem abrigo, os albinos, os domadores de hienas ou os atores de Nollywood. Todos são tratados com respeito e não como excentricidades. Aliás o respeito está presente em todos os retratos, sejam os das crianças sul-africanas e do Ruanda, na primeira sala, sejam os retratos de família feitos na China ou dos sem abrigo, apresentados nas salas seguintes. Aqui não há imagens furtivas, apenas cumplicidade, a que se junta uma composição harmoniosa, moderna mas ao mesmo tempo provocadora quebrando alguns cânones tradicionais do retrato, e ao mesmo tempo concisa, onde a objetividade nos leva de imediato à mensagem que o fotógrafo nos quer transmitir, ainda que sem nos impedir de imaginar a história que está por detrás de cada imagem. Poderíamos ainda juntar a franqueza dessa objetividade que tem presente um tom de crítica político-social (Erro Permanente, Gana, 2009-2010 ou nas vistas aéreas de Diepsloot e de um condomínio em Dainfern, ambas nos arredores de Joanesburgo e significativamente colocadas lado a lado). É mesmo difícil na série Erro Permanente não refletir sobre a sociedade de consumo e o desperdício, que nos faz interrogar sobre o destino os milhares de toneladas de lixo electrónico que produzimos/consumimos.

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Fotografia Sandra Osório

Sob o ponto de vista técnico há que destacar as opções de escala, ideais em cada uma das séries apresentadas, a que se junta uma luz fantástica e um jogo harmonioso de cores fruto de um olhar culto e que é especialmente visível em 1994 Ruanda e África do Sul. As expressões serenas e o retrato direto, numa recuperação de opções dos primeiros anos da fotografia, prolongam-se noutras séries, nomeadamente nos retratos de família, onde se junta a solenidade do momento com a captação do espírito de família. Os olhares diretos além de acentuarem a tranquilidade dos ambientes, fazem com que os retratados “nos olhem” não como intrusos, mas levando-nos até eles, transportando-nos para aqueles espaços, sejam eles o exterior num qualquer campo ou floresta (1994 Ruanda e África do Sul), seja o quarto de uma família chinesa (Conversas em torno de uma sopa de massa), sejam num estúdio simulando uma sala de audiências (Advogados e Procuradores do Supremo Tribunal do Gana, Juízes do Botsuana).

Pieter Hugo coloca nas suas imagens as questões culturais da sociedade atual. A série Conversas em torno de uma sopa de massa (China, 2015-2016) são um exemplo disso, onde uma geração mais velha que cresceu durante o tempo da revolução e viveu grandes sacrifícios pelo país, especialmente no período da designada Revolução Cultural, é posta em paralelo com uma geração mais nova, ávida pelo consumo e pelos gadgets, duas realidades que se sobrepõem no mesmo país.

O olhar crítico do fotografo atinge o seu auge com Laços de Família e com Flores Silvestres da Califórnia. Na primeira destas séries questiona quer o espaço familiar, quer a África do Sul enquanto país ainda marcado pelo colonialismo e pelo apartheid, chamando-lhe de “local problemático, ferido, esquizofrénico e fragmentado”, na segunda não se isenta de registar a vida difícil de muitos sem abrigo, com toda a amplitude do termo, que de resto assinala no desdobrável da exposição.

Outro aspeto a destacar nos trabalhos de Pieter Hugo é a fronteira ténue entre arte e fotografia documental, destacando-se a presença de um olhar informado, do assumir de uma opinião pela imagem, de cada uma das fotografias poder ser contextualizada num dado momento histórico.

Os seus retratos conseguem espelhar as alegrias, as tristezas, as desilusões ou os sonhos de todos os que as suas objectivas captaram. Nem todas as imagens nos confrontam com a beleza compositiva. Algumas confrontam-nos socialmente, provocando-nos desconforto e onde mais uma vez os olhos são a chave. Na série A olhar para o lado, um conjunto que alude à forma mais comum de documentar pessoas e onde o autor fotografou pessoas com deficiências visuais diversas, mas onde se incluiu num auto-retrato, joga-se com a falta de reciprocidade nos olhares para nos transmitir uma ideia de marginalização por uma sociedade que prefere não ver diretamente a deficiência.

Uma palavra ainda para a franqueza do fotografo (e uma lição para muitos fotógrafos) ao confessar-nos a influência do equipamento sobre a forma de fotografar. Não o virtuosismo técnico, mas antes a forma de sentir: “(…) previamente já trabalhara com uma gama de câmaras de diferentes formatos. Trabalhar com uma câmara de grande formato, contudo, inevitavelmente, abranda as coisas. Não é possível precipitar-se, não é possível fotografar espontaneamente (…) ”. Essa franqueza está também presente, ainda que de outra forma em Ruanda 2004: vestígios de um Genocídio, onde as imagens cruas nos levam aos recantos mais negros do género humano, onde a violência com base étnica nos fazem (mais uma vez) prometer “nunca mais”.

Esta é, seguramente, mais uma das exposições a não perder! Até 7 de outubro.  António Lopes

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Curso Profissional de Fotografia

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Imagem concebida e realizada por Miguel Januário, Anastasya Hadly, Alexandra Garção e Mário Chefe Sirgado, no Curso Profissional de Fotografia do ano letivo 2014/2015

Decorrem as últimas inscrições para o seu Curso Profissional de Fotografia, a iniciar dentro de dias. O curso proporciona os conhecimentos para ser um fotógrafo bem sucedido, possuindo um vasto suporte de material audiovisual e um leque de monitores que o ajudarão a esclarecer quaisquer dúvidas. Existe também uma coordenação pedagógica que visa dar ao aluno um suporte de confiança emocional e de apoio com vista a desenvolver o seu percurso esclarecendo dúvidas, sugerindo caminhos ou dando conselhos baseados na experiência e no conhecimento técnico e estético.

Ao longo do curso os alunos contactarão com a realidade do meio fotográfico pela relação assídua com fotógrafos ou sendo solicitados para trabalhos específicos no campo da reportagem, da fotografia de objetos ou do trabalho com modelos. Mais informações em https://associacaoportuguesadeartefotografica.wordpress.com/formacao/curso-profissional-de-fotografia/

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Lightroom – workshop no próximo fim de semana

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A APAF em colaboração com o formador Fernando Santos, vai realizar no próximo dia 30, no Hotel IBIS Lisboa Centro Saldanha (Av Casal Ribeiro, 23 – 1000-090 Lisboa), um workshop tendo o Lightroom como tema. Do programa destacam-se questões de organização e de edição, sendo que este workshop constitui já uma abordagem relativamente aprofundada, mas acessível a quem começa a trabalhar com o programa pela primeira vez. Mais informações e programa em https://associacaoportuguesadeartefotografica.wordpress.com/workshops/lightroom/

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Carlos Relvas (1838 – 1894) – vistas inéditas de Portugal. A fotografia nos Salões Europeu

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Auto-retrato de Carlos Relvas c. 1874. Casa Estúdio Carlos Relvas, Golegã. Pós-produção fotográfica Inês Fernandes

Com curadoria de Victor Flores, Ana David Mendes, Denis Pellerin e Emília Tavares pode ver, entre hoje e 20 de janeiro próximo, no Museu Nacional de Arte Contemporânea Carlos Relvas (1838 – 1894) – vistas inéditas de Portugal. A fotografia nos Salões Europeus.

Diz-nos o texto de apresentação que esta exposição “teve como ponto de partida um projeto de investigação (CICANT— Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias) dedicado ao estudo da fotografia estereoscópica de Carlos Relvas e à sua importância nos primeiros anos da atividade deste fotógrafo, entre 1862 e 1874“.

A exposição está organizada em dez núcleos principais, destacando-se a primeira presença de Carlos Relvas na exposição da Sociedade Promotora de Belas Artes em 1868 e a sua internacionalização com a participação nas exposições de alguns dos principais salões fotográficos europeus.

Refletindo sobre a obra de Carlos Relvas a apresentação refere que “a partir do seu trabalho deste período é possível aprofundar algumas das questões fundamentais da fotografia portuguesa de oitocentos e revelar novas facetas da mesma. Como as relações de cumplicidade de Carlos Relvas com alguns dos mais importantes pintores deste período, permitindo delinear, pela primeira vez, a natureza do diálogo entre a fotografia e a pintura do século XIX português. Ou a predominância nos salões da fotografia patrimonial e de paisagem enquanto meio privilegiado de divulgação do país, através de uma prolífica produção que se centrará nalguns dos locais de eleição do Romantismo português e noutros que se tornam símbolos patrimoniais de identidade nacional.

A exposição consagra ainda um importante destaque ao exímio fotógrafo retratista através de uma análise da evolução desta tipologia no seu percurso, desde o primeiro estúdio ainda improvisado até à sofisticação técnica e arquitetónica do segundo, um dos raros estúdios de fotografia do século XIX construído de raiz, e ainda preservado na sua terra natal da Golegã“.

 

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Uma cidade pode esconder outra

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No próximo dia 30, pelas17h30, no Lounge da Altice Arena, será apresentado o livro Uma cidade pode esconder outra, com imagens de Bruno Portela e textos de João Paulo Cotrim.

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