Curso Avançado de Fotografia

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A APAF criou um novo Curso – o Curso Avançado de Fotografia, com a intenção de oferecer uma etapa intermédia entre o Curso de Iniciação e o Curso Profissional. O programa é semelhante ao do Curso Profissional, sendo uma grande parte das aulas realizadas em conjunto. A diferença é que este curso não abordará as questões de Mercado, de Relação com os Clientes ou de Gestão, entre outros que são mais dirigidos a quem quer exercer a sua atividade como fotógrafo.

Na sua formação estes alunos serão mais dirigidos ao meio artístico, nomeadamente das galerias de arte. Esta é uma ação de formação destinada a quem já possui as bases técnicas de fotografia, mas quer prosseguir os seus estudos numa vertente mais técnica e prática. Inclui iluminação de retrato e fotografia de objetos e situações de trabalho prático em paisagem, fotografia de rua e interiores. Mais informação em https://associacaoportuguesadeartefotografica.wordpress.com/formacao/curso-avancado-de-fotografia/

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Curso Profissional de Fotografia

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Fotografia Teresa Oliveira Silva/Dinamene Iglésias

Estão já abertas as inscrições para o Curso Profissional de Fotografia que a APAF realiza todos os anos. Uma variedade de matérias tende a preparar os alunos para a realidade do mercado ou para a sua atividade artística, e por isso desde a componente histórica e estética da fotografia, ao fotojornalismo, ao retrato, à fotografia de turismo, à publicidade ou à arquitetura existe uma variedade de assuntos que são abordados neste curso. O curso tem início em finais de setembro de 2017 e termina em julho de 2018. Mais informações em https://associacaoportuguesadeartefotografica.wordpress.com/formacao/curso-profissional-de-fotografia/

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Curso de Fotografia em Setembro

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A APAF tem já abertas as inscrições para o primeiro Curso de Iniciação à Fotografia do ano letivo 2017/2018.  OI Curso terá início a 7 de setembro, com aulas às segundas e sextas feiras das 19.30 às 21.30. O Curso vai abordar a medição de luz e o trabalho com a sua própria máquina, a escolha de ISO e WB e ainda uma vasta abordagem de matérias de ordem estética. As aulas serão teóricas e práticas, envolvendo vários géneros de fotografia. Mais informações em https://associacaoportuguesadeartefotografica.wordpress.com/formacao/curso-de-iniciacao-a-fotografia/

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Dia 19 de Agosto, no Porto

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No Porto, o Centro Português de Fotografia vai comemorar o Dia Mundial da Fotografia com uma Maratona Fotográfica, um espetáculo e ainda diversas exposições. O programa pode ser visto em http://www.cpf.pt/

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No Porto

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Até 31 de agosto decorre a exposição coletiva Arte Solta, promovida pela QuadraSoltas. A exposição reúne fotografia, pintura, cerâmica e desenho. A Quadras Soltas fica na Rua Miguel Bombarda 529, no Porto.

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No Algarve

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Os Encontros de Fotografia de Lagoa 2017 inauguraram, na Casa do Real Compromisso, em Ferragudo, as exposições Filigrana – a tradição ainda é o que era de António Pedro Santos e The Sardine Photo-Experience, de Nuno Santos Loureiro. A primeira é o resultado da Bolsa Estação Imagem 2015 e ficará patente ao público até 25 de setembro. Já a segunda ficará aberta ao público até 16 de setembro.

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Dia 19 de Agosto, em Lisboa

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No próximo dia 19 de agosto comemora-se o Dia Mundial da Fotografia. Em Lisboa, no Arquivo Fotográfico, decorre uma Oficina de Cianotipia, ministrada por Luís Pavão e Margarida Duarte, e uma visita guiada às exposições Implosões, Construções e Demolições e Casa Aberta, por Sofia Castro e Henrique Neves.

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Encontros de Fotografia de Arles

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Kate Barry, sem título, série Wild Grass, 2006

Da parede para os livros. A participação portuguesa nos Encontros de Fotografia de Arles distinguiu-se sobretudo no campo da edição, com dois livros a alcançarem a shortlist (entre 39 títulos vindos de todo mundo) dos prémios para melhores publicações monográficas do ano: You’re Living for Nothing Now (I hope you’re keeping some kind of record), de André Príncipe (Pierre von Kleist, Lisboa, 2016); La Vie Immédiate, de Sandra Rocha (Editions Loco, Paris, 2017). Entre os 15 finalistas da categoria Livro Histórico, destacou-se Ângelo de Sousa — Cadernos de Imagens (organizado por Sérgio Mah, obra que em Portugal é editada pela Tinta-da-China e em França pela Loco)“. É assim que Sérgio B. Gomes começa o seu artigo sobre a presença portuguesa, este ano, nos Encontros de Fotografia de Arles e publicado há dias no Ípsilon. Recorde-se que os Encontros decorrem até 24 de setembro e envolvem mais de 40 exposições, workshops, conferências e outras iniciativas. Para aceder ao site dos Encontros vá a https://www.rencontres-arles.com/fr . Para ler o artigo de Sérgio B. Gomes vá a https://www.publico.pt/2017/08/04/culturaipsilon/noticia/os-fotolivros-portugueses-a-mostrar-forca-em-arles-1780855

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La vie immédiate de Sandra Rocha (Editions Loco, Paris, 2017

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Europeana Collections

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Fotografia François Kollar, 1931/Europeana Collections

Para quem queira ver algumas das imagens que têm feito a História da Fotografia, a Europeana Collections disponibilizou gratuitamente uma galeria on-line. Para ver em http://iphotochannel.com.br/historia-da-fotografia/site-disponibiliza-colecao-com-2-milhoes-de-imagens-da-historia-da-fotografia

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Curso de Iniciação à Fotografia

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Fotografia Luís Duarte

Terminou na passada sexta feira o último Curso de Iniciação à fotografia do presente ano letivo. Estamos já a ultimar os programas para o ano letivo 2017/18, assim como novas ofertas formativas, de entre as quais se destaca um Curso Avançado a ser lançado ainda esta semana. Entretanto a data do novo Curso de Iniciação será de 7 de setembro, em horário pós-laboral e com aulas às segundas e sextas feiras. Mais informações em https://associacaoportuguesadeartefotografica.wordpress.com/formacao/curso-de-iniciacao-a-fotografia/

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Fotografia Teresa Chaby
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Workshops de verão – de 5 a 11 de agosto

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A APAF lançou o seu programa de workshops de verão, que decorre todos os anos em agosto. Este ano reservámos a primeira quinzena deste mês para abordar a técnica fotográfica, com destaque para a medição de luz, a fotografia de viagem, a História da Fotografia e o tratamento de imagens. Mais informações em https://associacaoportuguesadeartefotografica.wordpress.com/workshops/workshops-de-verao/

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Na Comporta

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De 8 a 27 de agosto, na Sala do Cinema da Casa da Cultura da Comporta, estará patente ao público Real Abstrato – Exposição #4 de Gamy Fernandes, Heikedine Gunther, Rosa Nunes e Stephanie Pullin.

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Em Ferragudo, no Algarve

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Na Casa do Real Compromisso, em Ferragudo, inauguram amanhã, sexta feira, as exposições Filigrana – a tradição ainda é o que era de António Pedro Santos e The Sardine Photo-Experience. A primeira é o resultado da Bolsa Estação Imagem 2015 e ficará patente ao público até 25 de setembro. Já a segunda ficará aberta ao público até 16 de setembro. A organização é dos Encontros de Fotografia de Lagoa. Recorde-se que os Encontros de Fotografia de Lagoa, no início de 2017 estabeleceram uma parceria com a Estação Imagem para mostrar no Algarve as exposições de fotografia resultantes dos prémios e bolsas anuais.

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Porto

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Para os portuenses… e não só. A cidade há meio século atrás, onde ressalta a paixão pelas corridas de automóveis. Publicado pelo Motor24/Jornal dos Clássicos, em http://www.motor24.pt/sites/jornal-dos-classicos/extraordinaria-cidade-do-porto-dos-anos-50-60-imagens/

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Propeller na Arte Capital

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Propeller

Um interessante artigo de Natália Vilarinho, no site Arte Capital, a propósito no lançamento do projeto propeller, da escola Hélice, leva-nos a conhecer novos fotógrafos e novas formas d olhar a fotografia. Transcrevemos um extrato da introdução, que dá uma ideia do projeto:

“O que acontece quando se juntam cinco fotógrafos e professores de fotografia com vontade de criar algo completamente diferente no panorama das publicações do género em Portugal? Uma revista que é muito mais do que uma revista. O número zero da propeller foi apresentado no passado dia 22 de Junho em Lisboa e é diferente. O papel é diferente, a capa é diferente e toda a apresentação exterior joga com o interior de modo a criar uma identidade muito própria. Não se pode esperar um objecto que se folheia facilmente. Não é. Apropeller chegou para agitar consciências e ideias e escolheu como primeiro tema a pornografia. A escolha não poderia passar por um caminho fácil.

A propeller é um projecto da HÉLICE, escola de fotografia composta por Duarte Amaral Netto, João Paulo Serafim, Rodrigo Tavarela Peixoto e Valter Ventura. Os quatro compõem o Conselho Editoral da publicação, que foi entregue a Sofia Silva para coordenar. Mistura-se fotografia de autor com conteúdo académico, um dos objectivos da publicação. Para Sofia Silva, “o objectivo primeiro é fazer uma revista de fotografia de autor, promover trabalhos novos e arriscar, pensar temas diferentes e assumir este risco de publicar trabalho novo”. Neste número zero, os trabalhos de Sasha Kurmaz, Pedro Medeiros, Tânia Simões, Paula Rae Gibson, João Pedro Vale e Nuno Alexandre Ferreira, Bruna Prazeres, André Cepeda, Mané e António Júlio Duarte cruzam-se com os textos de Marta Sicurella, Vítor Belanciano e Manuel José Damásio. Pelo meio, uma conversa com Alfredo Jaar e uma mesa redonda sobre pornografia, estética, ética e feminismos. (…)”.

 

Para ler na íntegra em http://artecapital.net/perspetiva-200-natalia-vilarinho-propeller-uma-helice-em-movimento#.WXkUtrnalHQ.facebook

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Objectif Femmes

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Se não viu o programa Objectif Femmes, ontem transmitido pela RTP2, ainda pode vê-lo nos próximos dias. Em https://www.rtp.pt/play/p3732/objetivo-mulheres

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Encontros da Imagem em Braga

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Está lançada a Open Call para os Encontros de Imagem de Braga. Através de chamada pública estão abertas as candidaturas para seleção com vista à participação nos Encontros.

O Festival Encontros da Imagem, cuja primeira edição foi realizada em 1987, e todos os anos ocupa diversos espaços da cidade, trazendo-lhe uma vida renovada e traduzida em diferentes propostas expositivas, temáticas e estéticas, que ajudam a enriquecer o panorama fotográfico nacional, sendo atualmente um dos festivais de fotografia mais antigos e reputados da Europa. Os procedimentos de candidatura, podem ser vistos em https://drive.google.com/drive/folders/0B7I-kynZevLlWTdSemVMUEV4aXc

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Fotografia no feminino

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O nosso amigo João Barrinha chama-nos à atenção do site Comunidade, Cultura e Arte que anuncia para esta quarta feira, às 23.50, na RTP2 um documentário sobre a especificidade feminina na abordagem da fotografia. Em http://www.comunidadeculturaearte.com/rtp2-exibe-documentario-objectif-femmes-sobre-a-especificidade-feminina-na-abordagem-da-fotografia/

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Na APAF

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A APAF dará início ao seu novo ano letivo no próximo dia 7 de setembro com um curso de Iniciação à Fotografia. Entretanto em agosto realizaremos alguns workshops temáticos de curta duração e também em setembro iniciaremos o Curso Profissional, assim como novas propostas de formação.

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8ª Feira do Livro de Fotografia de Lisboa

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Já se anuncia a 8ª Feira do Livro de Fotografia de Lisboa. Marcada para 24, 25 e 26 de novembro, a feira já regista a pré-inscrição de cerca de 150 fotolivros vinda da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Cuba, Equador, Espanha, México, Panamá, Peru, Portugal, Uruguai e Venezuela. Uma vez mais, este ano, a Feira promete ser um evento incontornável para se conhecer o que se vai editando e fazendo em matéria de fotografia.

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Concurso Jovens Criadores

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O prazo para as inscrições para o Concurso Jovens Criadores 2017 foram alargadas às 24 horas do dia 31 de Julho.

Os(as) selecionados(as) no Concurso farão parte da Mostra Jovens Criadores 2017 e do Catálogo da Mostra Jovens Criadores 2017. Esta edição do Concurso tem a particularidade de a Mostra ser conceptualizada não por uma organização formal das áreas temáticas, como até aqui, mas através de uma curadoria que as integra nas suas qualidades expositivas.

O Concurso Jovens Criadores é uma iniciativa do CPAI – Clube Português de Artes e Ideias, fundado em 1986 e é uma associação privada portuguesa declarada de utilidade pública e tem como objetivo principal o desenvolvimento e a divulgação da produção artística, em todos os domínios das práticas contemporâneas.

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Lens Culture

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O site LensCulture tem abertas até 1 de agosto as inscrições para o concurso de Street Photography. Os interessados podem aceder a https://www.lensculture.com/street-photography-awards-2017?utm_source=fb-cpc&utm_medium=cpc&utm_term=ART_retargeting&utm_content=AD2-I6&utm_campaign=SP17-EN-Remarketing#competition-gallery

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Pedro Letria

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Fotografia Pedro Letria, do projeto EN 118, km 142 Thermo-electric Plant, Pêgo

O fotógrafo Pedro Letria, foi distinguido com o Prémio António Quadros 2017, segundo notícia divulgada no site desta Fundação e que será entregue em novembro próximo.

O júri foi presidido por Paulo Ribeiro Baptista, investigador do Museu do Teatro e da Dança, e constituído ainda por Bruno Santos, docente de Projeto e Tecnologias na especialização de Fotografia na Escola Artística António Arroio e Atelier de Lisboa, Emília Tavares, conservadora e curadora para a área da Fotografia e Multimédia, no Museu Nacional de Arte Contemporânea-Museu do Chiado, em Lisboa, e Filipe Figueiredo, investigador do Centro de Estudos de Teatro na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Em notícia da agência Lusa e do DN o ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, em comunicado, “felicita o fotógrafo Pedro Letria pela atribuição do Prémio António Quadros 2017“, acrescentando que “está também de parabéns, porque esta é a primeira vez que o galardão, destinado a celebrar a vida e a obra de António Quadros, é atribuído à fotografia“.

A formação académica de Pedro Letria inclui um “Master of Fine Arts, Honors”, na Rhode Island School of Design (2012), nos Estados Unidos, e ainda formações na School of The Art Institute of Chicago, (1987), na Accaddemia di Belle Arte, em Perugia, na Itália, e no United World College of the Atlantic, no Reino Unido.

Pedro Letria tem, ao longo dos anos, realizado diversas exposições exposições individuais e coletivas, sendo múltiplas as suas colaborações, nomeadamente na imprensa.

Recuperamos aqui um vídeo com Pedro letria, realizado em 2014, no âmbito das Conversas à volta da luz, iniciativa que se realiza anualmente em Montemor-o-Novo, no convento de S. Francisco. Em https://www.youtube.com/watch?v=C3j9tArxrdY Quem queira conhecer o seu trabalho pode aceder a http://www.pedroletria.com/theclub.html

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Raio X de uma prática fotográfica, de Fernando Guerra, no CCB

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Fotografia Fernando Guerra, Richter Dahl Rocha & Associés, EPFL Quartier Nord, Residência de estudantes, Ecubiens, Suiça

Na Garagem Sul do Centro Cultural de Belém está patente, até meados de outubro, a exposição Raio X de uma prática fotográfica, de Fernando Guerra (Lisboa, 1970). Luís Santiago, curador desta exposição, em texto publicado na folha de sala, começa por nos lembrar que “a fotografia de arquitetura ganhou, com o novo milénio, uma preponderância exponencial na relação dos arquitetos com a sociedade,” para mais adiante se questionar, e nos questionar, com a própria relação da fotografia com a arquitetura. “A verdade é que a história da fotografia de arquitetura é tão fascinante quanto ambígua. Continuam a faltar-nos critérios consensuais quanto ao seu território disciplinar e objetivos programáticos, configurando uma área da cultura visual amplamente problemática. É a fotografia de arquitetura um género temático da fotografia? Ou pertence a fotografia de arquitetura aos modos de representação da arquitetura?” Esta questão, aparentemente simples, merece reflexão para quem faz fotografia, de arquitetura neste caso. Lembrando Óscar Niemeyer nesta matéria, um bom fotógrafo de arquitetura tem de saber de arquitetura, o que não quer dizer um vínculo de dependência entre fotógrafo e arquiteto. É isso que sentimos ao visitar esta exposição e constitui uma parte do fascínio dela: estamos a visitar uma exposição de arquitetura, de fotografia, ou ambas?

Esta é, portanto, uma exposição a não perder. Pelas imagens, sem a menor dúvida, pela arquitetura, que nos conduz a um outro olhar por espaços, linhas e luzes, ou por outras palavras pela educação visual, e pela cultura fotográfica, já que a exposição possui um conjunto de vídeos fundamentais para se aprender fotografia, desde outros ângulos e olhares, à história da fotografia. Por isso não esperemos ir ver uma exposição de fotografia tradicional, com imagens penduradas nas paredes, certinhas e sequenciais, mas antes um conjunto de relações entre a imagem fotográfica e a forma dos edifícios, entre a presença da forma e a silhueta fugídia de um corpo, num olhar de um fotografo que é simultaneamente intérprete e criador.

Esta “mistura” de fotografia com outras áreas, aparentemente distintas, é-nos novamente lembrada na folha de sala quando o texto de Luís Santiago Batista nos refere que “não seria pela via da arte (…) mas pela arquitetura moderna, que a fotografia de arquitetura se instauraria profissionalmente.” É também sublinhada por uma exposiçãoo que alia o virtuosismo técnico à criatividade estética e ao prazer de fotografar e ao deleite do olhar pelo fotógrafo patentes em cada uma das imagens.

Fernando Guerra (juntamente com o irmão Sérgio) têm construído em Portugal uma outra forma de olhar para a fotografia de arquitetura, talvez tão intensa como só o vemos recuando ao tempo dos irmãos Novais, autores de notáveis registos hoje pertença do Arquivo da Câmara Municipal de Lisboa e da Fundação Gulbenkian. Se é verdade que Fernando Guerra construiu um portfólio de mais de 180 mil imagens, a verdade é que esta exposição mais do que mostrar interessantes imagens, nos lembra a cada passo a importância da arquitetura e da fotografia de arquitetura na vida das grandes e pequenas cidades, dos locais do interior e da costa, nos locais mais isolados ou mais cosmopolitas e, principalmente, na vida das pessoas.

Esta é, também, uma exposição de Fernando Guerra e da sua relação com a imagem e enquanto criador. Por isso vemos fotografias, objetos, publicações ou material fotográfico numa mesa que se impõe ao visitante e onde o nosso olhar se espraia numa fita do tempo, desde há alguns anos até à atualidade. Desde o material fotográfico em película ou as primeiras publicações de Fernando Guerra, até aos drones e às máquinas digitais, ou aos objetos de design pessoal, ficamos com uma ideia temporal da produção de Fernando Guerra.

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Fotografia Fernando Guerra, Zaha Hadid, Galaxy Soho, Beijing, China

Mas esta é também uma exposição feita de imagens irrepetíveis, ou pela luz captada num momento único, ou por um vulto que fica registado e que nunca pareceria ficar tão bem se fosse captado uma fração de segundo antes ou depois, ou por um enquadramento que o fotógrafo viu e mais ninguém vislumbrou.

Tudo isto nos lembra que Fernando Guerra tem um sentido estético atento e moderno. São claras as referências a Thomas Struth, Andreas Gursky ou até ao casal Becher nas imagens de Fernando Guerra. É evidente que não são totalmente sobreponíveis, porque a génese das imagens é diferente e porque se nota a maior influência do digital em Fernando Guerra. Mas há ali muitos pontos em comum e que fazem desta uma grande exposição de fotografia. É um olhar atento, provocadoramente (e modernamente) formal, que expressa em simultâneo rigor, criatividade e (porque não?) poesia e que justifica perfeitamente o facto de ter vencido o Arcaid Images Architectural Photography Award  com uma fotografia do Centro de Convenções da SwissTech, entre outros prémios nacionais e internacionais.

Esta é uma exposição vasta e multifacetada. Preparemos algumas horas para a ver. E para a sentir. Sentir o êxtase da beleza das formas e das linhas. Para nos interrogarmos da relação de Guerra com a arte contemporânea, num território intermédio entre o puramente artístico e o documento, no que vem à memória a importância de Atget na história de Paris e na história da fotografia. É uma exposição que nos provoca sensações estranhas: se por um lado nos inebria, por vezes sentindo vontade de estar em frente àqueles edifícios, gozando momentos de rara beleza, por outro lado sentimos vontade de manter distância para olhar de forma descomprometida, neutra até, como se tal fosse possível. É também uma exposição de montagem complexa, que por isso nos sugere formas menos comuns de mostrar imagens e, principalmente que nos mostrar que todos os detalhes são importantes na composição. Que nos diz que fotografar implica opções criteriosas na escolha do enquadramento ou da luz. Que implica ter a noção de escala e da aproximação certa ao objeto ou, como é referido num dos vídeos e tal como Ícaro, não vermos um edifício nem excessivamente perto, nem excessivamente longe. Não tão perto que se perca a ideia do conjunto e da escala, nem tão longe que se perca a definição. Esse é, talvez, o segredo da fotografia de arquitetura, a par com a chamada de atenção para a beleza dos espaços e do objeto arquitetónico, de planos pensados, enquadramentos precisos e de luzes que se antecipam.

Ainda na grande mesa que ocupa o espaço central, Fernando Guerra surpreende-nos com dois trabalhos de grande beleza: O lago dos Cisnes (2013) e Trabalhadores na Praia do Calhau (2009), mostrando-nos uma versatilidade tão surpreendente quanto desconcertante. Na realidade dois excelentes trabalhos para quem ao longo da exposição encarou a fotografia de arquitetura como “a escolhida”, mas afinal a mostrar que os tempos da reportagem e das suas origens fotográficas continuam vivos. António Lopes

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Fotografia Fernando Guerra, OTO Arquitectos, Parque do Fogo, Cabo Verde
Publicado em Crítica

Moira Forjaz

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Hoje, às 18.30, na Livraria Palavra do Viajante, em Lisboa, será apresentado o  livro Mozambique 1975/1985 com fotografias de Moira Forjaz, numa edição Fanele, África do Sul / Fund. Rosa Luxemburgo.

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Teresa Oliveira da Silva

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Fotografia Teresa Oliveira da Silva

Apresentámos há dias uma imagem destacada pela Vogue Itália de Teresa Oliveira da Silva, nossa antiga aluna do Curso Profissional. Hoje apresentamos mais uma imagem do seu portfólio e que vale a pena ver pela luz e pela ambiencia captada.

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Edgar Martins

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Fotografia Edgar Martins

Edgar Martins é um dos distinguidos do prémio Magnum Photography Award/LensCulture. São 41 fotógrafos cujo trabalho mereceu uma referência especial do júri, oriundos de 24 países, sendo que Edgar Martins foi selecionado pelo curador independente Yumi Goto, com uma imagem do projeto Siloquios e Soliloquios, sobre a morte, a vida e outros interlúdios, apresentado no MAAT, em Lisboa, em 2016.

Deixamos aqui o texto de Sérgio Mah, curador desta exposição.

“Silóquios e Solilóquios sobre a Morte, a Vida e outros Interlúdios é o título do mais recente projeto de Edgar Martins. O projeto começou a estruturar-se no decurso de uma pesquisa no Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses (INMLCF), em Lisboa e Coimbra. Ao longo de três anos, Edgar Martins realizou mais de 1 000 fotografias e digitalizou mais de 3 000 negativos do vasto e extraordinário espólio do INMLCF. Uma parte significativa destas imagens representa provas forenses, nomeadamente armas e objetos usados em crimes e suicídios, mas também locais de crime, máscaras fúnebres, projéteis, cartas de suicidas e atividades inerentes ao trabalho do médico-legista. Porém, a par destas fotografias, Edgar Martins começou também a recuperar imagens do seu arquivo ou a produzir novas fotografias sobre outros assuntos, pensadas como contraponto visual, narrativo e conceptual.

Deste modo, o tema da morte é aqui explorado através de uma articulação produtiva entre registos documentais e factuais (vinculados a casos reais e cumprindo as exigências científicas e funcionais do INMLCF) e imagens que procuram incitar o potencial especulativo, ficcional e imaginário em torno do tema. Neste sentido, Silóquios e Solilóquios sobre a Morte, a Vida e outros Interlúdios é um trabalho que se propõe a perscrutar as tensões e as contradições inerentes à representação e imaginação da morte, em especial da morte violenta, e correlativamente sobre o papel decisivo (mas profundamente paradoxal) que a fotografia – nas suas implicações epistemológicas, estéticas e éticas – tem exercido na sua perceção e inteligibilidade.

Este trabalho marca igualmente uma transição significativa na trajetória criativa de Edgar Martins, depois de projetos anteriores nos quais sobressaía a homogeneidade formal e uma maior incidência de temáticas em torno da tecnologia, da arquitetura, da paisagem e da noção de lugar. Neste novo projeto inclui-se um conjunto mais vasto e diversificado de tipos e processos visuais – fotografias, apropriações, projeções, instalação, texto – assinalando uma crescente inclinação do artista por uma perspectiva mais híbrida e expandida da prática da fotografia e da experiência das imagens.

«Desde a sua invenção que a fotografia contribui decisivamente para consolidar a morte como tema visual, ou melhor, como um eixo intrincado de imagens, imaginações e imaginários, que atravessam vários domínios da ciência e da cultura. Esta constelação de imagens de Edgar Martins reforça não só a convicção de que as imagens fotográficas são produtos de um meio (técnico e cultural), mas também que a experiência de cada imagem fotográfica é igualmente um produto de nós próprios, do nosso corpo como um meio vivo de imagens.”

Para visualizar as imagens pode aceder a https://www.lensculture.com/2017-magnum-photography-award-winners

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Hoje, em Lisboa

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Partiu do fotógrafo António Cotrim a ideia de unir cerca de 170 fotógrafos num gesto solidário, doando uma fotografia para angariar fundos para os Bombeiros de Castanheira de Pêra. Segundo o site da Rádio Renascença, a António Cotrim juntou-se a fotografa Cristina Fernandes e o jornalista Paulo Guerrinha. As fotografias vão estar expostas no Museu das Comunicações, em Lisboa, hoje a partir das 18 horas e podem ser adquiridas por um valor mínimo de 20 euros.

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Em Viseu

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Fotografia Paula Magalhães

Terminou mais uma edição dos Jardins Efémeros, realizada em Viseu. Realização cultural multidisciplinar, em que a tendência experimental predomina, tem como objectivo maior potenciar a relação entre os vários agentes que “fazem acontecer a cidade de Viseu” fazendo com que essa relação possa ser um ensaio para futuras realizações autónomas. Recorrendo a espaços simbólicos da cidade, todos os anos a população e os criadores são mobilizados para a criatividade e a participação cívica. Por outros lado, um dos objetivos desta iniciativa é integrar as associações locais, artistas e empresas, e levá-las a experimentar novas formas de colaboração através das práticas artísticas. 

Nesta edição, no domínio das artes visuais, destaque para Paula Magalhães (Viseu, 1976), com Raízes e Utopias, Ana Lúcia Pinto (Caramulo) com Pensão Luar – onto(geo)grafias e ainda José Carlos Carvalho (Luanda, 1970) com Aqui morreu uma mulher..

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The Chelsea International Photography Competition

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Um interessante concurso de fotografia a que vale a pena dar atenção. Mais do que os prémios pode ser a projeção de trabalho de cada um. Em http://www.agora-gallery.com/competition/photography/spanish

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Sever

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No âmbito do Open Call Jovens Curadores lançado pela EGEAC – Galerias Municipais em 2016, com o objetivo de acolher, divulgar e apoiar a produção e pensamento artístico contemporâneo na cidade de Lisboa, e reforçar a importância dos jovens curadores como importantes agentes de mediação junto das novas gerações de artistas, a Galeria Boavista acolhe durante este ano os quatro projetos curatoriais vencedores.

Sever inaugura na Galeria Boavista amanhã, dia 20 de julho às 18h30, e reúne trabalhos dos artistas Ana Lupaș, Beatrice Marchi, Christodoulos Panayiotou, Eloise Hawser, Gonçalo Preto, Jason Dodge, Joanna Piotrowska, Namsal Siedlecki, Nick Bastis.

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Valter Vinagre – conferência

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Fotografia Valter Vinagre

Na próxima quinta feira, dia 20, pelas 19.30, no Palácio dos Anjos, em Algés, o fotógrafo Valter Vinagre (Avelãs de Caminho, Anadia, 1954) efetua uma conferência onde falará do seu trabalho, numa iniciativa é do Trinta Dias, o roteiro cultural da Câmara Municipal de Oeiras. Membro do extinto coletivo Kameraphoto, um grupo de fotógrafos que nos últimos anos protagonizou um novo olhar na fotografia portuguesa, Valter Vinagre conta com uma longa série de exposições, das quais poderíamos destacar  Cá na terra (Arquivo Fotográfico Municipal, Lisboa), Uma extençâo do olhar (CAV-Centro de Artes Visuais, Coimbra), Critério visivel – 150 Anos de Fotografia Portuguesa, (Edifício da Cadeia da Relação, Centro Português de Fotografia, Porto), O Presente – uma dimensão infinita (BESart Colecção Banco Espírito Santo – Museu Colecção Berardo, Lisboa), Um diário da républica (PhotoEspaña) ou NDT80 (Encontros da Imagem, Braga). Os seus trabalhos estão também presentes em várias coleções públicas e privadas.

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Curso Profissional da APAF

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Fotografia Inês Horta Costa

Aproxima-se o final do Curso Profissional de Fotografia que a APAF realiza anualmente. Depois da fotografia de turismo, de rua, do retrato, da publicidade ou da fotografia de arquitetura, entre outras, os alunos preparam o seu projeto final. Deixamos aqui duas imagens do projeto final de Inês Horta Costa, que será exposto na segunda metade deste ano.

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Fotografia Inês Horta Costa
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Curso de fotografia para jovens

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fotografia Mafalda Carvalho, 13 anos

Na APAF continua a decorrer o Curso de Fotografia para jovens dos 12 aos 16 anos. Foram 4 as turmas constituídas este ano letivo e com bons resultados: discussão de imagens e aulas práticas em modo manual, tendo por temas a fotografia de rua, o retrato e a fotografia de bancada.

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Prémio Europeu Helena Vaz da Silva atribuído a Wim Wenders

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O Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural/2017 foi atribuído a Wim Wenders, realizador de cinema e fotógrafo. O prémio será entregue no dia 24 de outubro, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, tendo por base “o seu contributo excecional para a comunicação da história multicultural da Europa e dos ideais europeus”.

A presidente do Centro Nacional de Cultura, Maria Calado, falando em nome do júri, destacou o papel de Wim Wenders na divulgação do património cultural europeu. Na realidade quem não se lembra de Lisbon Story, com música dos Madredeus, ainda antes de Lisboa estar na moda? Refere o júri que “ao longo de 50 anos de carreira, ele tem sido um mestre na procura de imagens e palavras para capturar o sentido de lugar na Europa. O júri apreciou em particular a forma original como Wenders consegue dar vida aos valores e ideais europeus e promovê-los além-fronteiras, através do seu trabalho prolífico, que abrange filmes inovadores, exposições fotográficas, monografias, livros de filmes e coleções de prosa”.

Instituído em 2013 pelo Centro Nacional de Cultura, o Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural distingue contribuições excecionais para a proteção e divulgação do património cultural e dos ideais europeus. Conta com o apoio do Ministério da Cultura, da Fundação Calouste Gulbenkian e do Turismo de Portugal.

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