Curso de Iniciação à Fotografia

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No próximo dia 29 de novembro a APAF dará início a um novo Curso de Iniciação à Fotografia. O curso decorrerá às segundas e quartas feiras das 19.30 às 21.30. Sendo teórico e prático, o Curso aborda matérias como a medição de luz, o uso de flash ou a composição. Durante um mês e meio os alunos têm também aulas práticas que lhes permitem explorar a matéria lecionada e a sua máquina fotográfica. Mais informações e inscrições podem ser vistas em https://associacaoportuguesadeartefotografica.wordpress.com/formacao/curso-de-iniciacao-a-fotografia/

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Novo Talento FNAC em fotografia

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Até 17 de novembro são aceites propostas para a 15ª edição da iniciativa Novo Talento FNAC da Fotografia. O dossier de candidatura deve conter o portefólio (em papel e em digital), uma memória descritiva do trabalho, biografia do autor, a identificação deste e a ficha de inscriçãoo. O período de inscrições termina a 17 de novembro podendo o regulamento ser visto em http://www.culturafnac.pt/wp-content/uploads/2017/09/Regulamento-2017.pdf

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Okinawa de Keiko Nomura

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Numa iniciativa da Ilha e da Pierrevon Kleist, inaugura no próximo sábado, dia 18, pelas 18:00h, a exposição Okinawa de Keiko Nomura. A fotógrafa japonesa estará presente e decorrerá também o lançamento do livro com o mesmo nome. A exposição será apresentada  na Ilha, na Rua Ilha de Príncipe 3a (Bairro das Colónias), Lisboa. Exposição é comissariada por André Príncipe e José Pedro Cortes.

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Rituais de Ver

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Fotografia Fátima Carvalho

Inaugura dia 18 de novembro, no Centro Português de Fotografia, Rituais de Ver de Fátima Carvalho. Transcrevemos o texto divulgado e da autoria de Maria do Carmo Serém, também responsável pela curadoria desta exposição.

Esta mostra revela um dos temas mais atuais da fotografia de hoje. Ao fixar o comportamento do público frente a uma oferta institucional, em locais específicos da circulação da cultura, insere-nos num dos problemas a resolver pela sociedade contemporânea, a procura da identidade pessoal.

Fátima Carvalho conhece bem o ato de fotografar, sabe insinuar distâncias, ponto de vista, enquadramentos do todo ou das partes e, acima de tudo, o milésimo de segundo do corte, o momento em que se encena a magia de um diálogo com a obra. E, bem o sabemos, a imagem fotográfica vale mais pelo seu polo poético do que uma qualquer estética.

O que vemos são situações que significam comportamentos do corpo, inconscientes ou reprogramados pelo social: a atenção que exige um endurecimento do tronco e uma breve orientação do olhar, a entrega pela sedução, – os braços caídos e a imponderabilidade física -, a surpresa incontrolada, a pesquisa partilhada pelo grupo, enfim, situações onde invariáveis ou invariáveis do comportamento se revelam com toda a clareza nestas imagens aparentemente limpas e claras.

Observamos então como das atitudes, nomeadamente a atenção direcionada aprendida como comportamento numa galeria, (e mesmo aí há o corte com a solenidade do lugar cultural, a imagem do homem com o cão alheado desse mundo), se passa aos comportamentos inconscientes que revelam a emoção. A emoção é o que se pode fotografar, pois é pública, irrompe para gerir a situação do que se olha, cria a intencionalidade da perceção e mantém-se nela para garantir a aprendizagem e a sua memória. Na memória não guardamos a adequação do corpo à atenção, mas apenas as sensações informativas e o estado do corpo. E esse estado do corpo é tangível pela imagem fotográfica e interpretado como emoção mesmo quando já se enreda no perceção: a jovem que leva as mãos à cabeça, a partilha da pesquisa pelas escolares, o reconhecimento de um detalhe, semelhando uma vitória da confirmação com o apontar sorridente de um indicador, a estranheza da imagem do quarto vazio atravessado pelo fio de luz elétrica não é só da observadora, é também nossa.

Traduzir a sedução pode ser, e é-o nos “Rituais do Ver”, uma outra sedução. Em fotografia implica mostrar significados sem perder a magia dos significantes, da indeterminação que abre todas as janelas do sentir.

Fátima Carvalho diz-nos que os rituais do ver são universais mas também diferentes em cada um, mas a poética que os revela é só mesmo sua“. Maria do Carmo Serén

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Ilha, de Paulo Pimenta no CPF

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Fotografia Paulo Pimenta

No próximo dia 25, pelas 16 horas, inaugura no Centro Português de Fotografia, no Porto e em colaboração com a Fundação Calouste Gulkbenkian e a Rede Inducar, a exposição Ilha, de Paulo Pimenta. A exposição estará patente ao público até dia 25 de março do próximo ano. Transcrevemos aqui o texto do press release:

O que é uma ILHA?

O que é estar dentro e estar fora de uma Ilha? Como é viver num espaço onde as janelas se abrem para muros e as vidas se tecem em arquipélagos de corredores estreitos? Que memórias perduram inscritas nas pessoas e nas paredes das casas? Onde nos cruzamos nesta cidade feita de Ilhas – Casas e Ilhas – Pessoas?

Ao longo de dois anos, foi desenvolvido um trabalho de criação artística com a comunidade do Bonfim, envolvendo um grupo intergeracional a partir destas interrogações em que a fotografia e as artes performativas se complementaram e contagiaram mutuamente.

Esta exposição é o resultado deste processo que se organiza em três abordagens paralelas: a primeira apresenta um retrato da vivência humana, urbana e orgânica de um conjunto de ilhas e do espaço envolvente com uma proximidade emocional e documental apoiada na recolha de histórias e memórias dos seus ilhéus; a segunda, integra o trabalho desenvolvido por crianças e seniores numa experiência de descoberta da fotografia analógica e de descoberta da ilha / lugar individual e do espaço que este ocupa na cidade de todos; a terceira abordagem condensa o registo global do projeto nomeadamente o processo de criação desenvolvido pela PELE e do qual resultou o espetáculo CAL assim como de todo o processo de pesquisa, discussão e reflexão com os grupos envolvidos no projeto“.

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Frauenzimmerstunde de Aglaia Konrad no Lumiar Cité

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A Maumaus inaugura no próximo dia 18, pelas 18 horas a exposição Frauenzimmerstunde de Aglaia Konrad. O termo Frauenzimmerstunde é uma típica construção alemã a partir de várias palavras: Frauen, Zimmer, Stunde, Frauenzimmer e Zimmerstunde. As primeiras três palavras significam “mulheres”, “sala” e “hora”, respetivamente. As duas últimas resultam de construções. Frauenzimmer é um termo que literalmente significa “sala de mulheres”. No século XV, foi usado em países escandinavos e germânicos para denominar os aposentos da rainha, incluindo os trabalhadores e os próprios quartos reais. A partir do século XVII, Frauenzimmer também foi utilizado para designar individualmente as mulheres e, após o movimento sufragista, durante a passagem para o século XX, tornou-se num termo pejorativo. Zimmerstunde é um antigo termo germano-austríaco utilizado para designar o horário em que a empregada de quarto de hotel poderia se retirar para o seu quarto no sótão.

A primeira exposição individual de Aglaia Konrad em Portugal transforma o espaço do Lumiar Cité num Frauenzimmer, que dialoga com a história das intervenções arquitetónicas na galeria pelos seus colegas artistas, predominantemente masculinos. Frauenzimmer constitui o pano de fundo para o seu trabalho de fotografia que captura espaços modelados pelo homem – desde pedreiras até às intensidades urbanas de arquitetura e construções com a sua inerente materialidade, bem como noções de monumentalidade em disciplinas como a arquitetura ou a fotografia. Desenvolvendo um estilo idiossincrático que lhe permite desencadear, através da justaposição de imagens, subtis ressonâncias psicológicas, sociais e políticas, Konrad mina a formalidade na fotografia iconográfica de arquitetura.

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Speedy and Color

O nosso associado António Duarte Mil-Homens expõe em Macau Speedy and Color. A instalação tem como tema o Grande Prémio de Macau em motociclismo.

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Em Almada

Quinta feira, pelas 16 horas, a ImaginArte, promove em Almada um encontro que tem como tema “Fotografia e questões legais”. Esta conferência tem como orador o advogado David Carvalho Martins sendo moderador Fernando Egídio Reis e realiza-se no Auditório da Biblioteca da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, no Monte de Caparica, Almada. A iniciativa faz parte do programa da 7ª edição do Mês da Fotografia ImaginArte Almada, coordenada por José Luís Guimarães.

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Toda a Memória do Mundo – parte 1, de Daniel Blaufuks, no Barreiro

Inserida no Mês da Fotografia do Barreiro inaugura na próxima quinta feira, dia 16, pelas 19 horas, a exposição Toda a Memória do Mundo – parte 1, de Daniel Blaufuks. A exposição estará patente até 27 de janeiro no Auditório Augusto Cabrita.

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Curso de Iniciação à Fotografia na APAF

Captura de tela 2017-10-31 às 18.02.30

APAF vai realizar nos próximos dias 11, 12 e 25 (2 fins de semana) um novo Curso de Iniciação à Fotografia. O Curso, teórico e prático, aborda matérias como a medição de luz, o uso de flash ou a composição tendo por principal objetivo o domínio da sua própria máquina fotográfica. Mais informações e inscrições podem ser vistas em https://associacaoportuguesadeartefotografica.wordpress.com/formacao/curso-de-iniciacao-a-fotografia/

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15ª edição da iniciativa Novo Talento FNAC da Fotografia

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Até 17 de novembro são aceites propostas para a 15ª edição da iniciativa Novo Talento FNAC da Fotografia. O dossier de candidatura deve conter o portefólio (em papel e em digital), uma memória descritiva do trabalho, biografia do autor, a identificação deste e a ficha de inscriçãoo. O período de inscrições termina a 17 de novembro podendo o regulamento ser visto em http://www.culturafnac.pt/wp-content/uploads/2017/09/Regulamento-2017.pdf

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Luís Ovídio em Évora

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Em Évora, Luís Ovídio, antigo aluno da APAF, apresenta as exposições Libore e Um dia com chocalhos, na Galeria do Inatel daquela cidade. Recorde-se que um dos projetos, Labore, já foi apresentado em diversos locais, assumindo-se como uma homenagem ao trabalho manual e intelectual e como um olhar de cidadania onde o valor do trabalho passa pela reflexão e dignificação das diferenças entre os tipos de trabalhos e de trabalhadores.

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Em Almada

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Em Almada inaugura amanhã, pelas 18.30 h, na Oficina da Cultura, a exposição À beira de um relâmpago de Pedro Sousa. A exposição, que está patente até 26 deste mês, está integrada na 7ª edição do Mês da Fotografia ImaginArte Almada.

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Lu Nan: trilogia, fotografias 1989-2004

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O Museu Coleção Berardo no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, mostra o trabalho do fotógrafo chinês Lu Nan, centrado numa trilogia com início em 1989 e conclusão em 2004.

O olhar de Lu Nan leva-nos numa viagem em três fases por zonas profundas da China, retratando respectivamente, o que pode ser o Inferno, o Purgatório e o Paraíso sobre a Terra. Um olhar ora duro e marcante, ora terno e tranquilo, reproduzido em fotografias a preto e branco de excelente qualidade técnica e estética.

Iniciamos a viagem com O Povo Esquecido: as condições de vida dos doentes psiquiátricos na China, uma descida ao Inferno entre 1989 e 1990. Lu Nan mostra-nos as condições de vida dos doentes mentais em diversos hospitais ou no seio das suas famílias. Fotografias de uma realidade que impressiona, um misto de horror e sofrimento temperado com momentos capazes de nos roubar um sorriso. Arrepiamo-nos com a imagem de um homem acorrentado pelo pulso, numa zona lúgubre de uma casa em Shaanxi ou com as de diversos registos em hospitais psiquiátricos: um homem deitado numa cama, tapado com um lençol que lhe deixa apenas o rosto a descoberto; uma mulher nua, sentada sobre uma cama sem colchão; uma menina que abraça o seu panda de peluche, encarando directamente a câmera. Por outro lado, imagens captadas num hospital para doentes mentais podem arrancar-nos um sorriso inesperado: ao olharmos para um comum jogo de cartas, apercebemo-nos do facto insólito de alguns dos participantes terem uma almofada sobre a cabeça; ou ao sermos surpreendidos ao vermos dois pacientes saltando à corda num pátio exterior.

Seguimos para Na Estrada: a fé católica na China, o Purgatório no período de 1992 a 1996. Lu Nan regista aqui um povo crente, cuja fé é demonstrada quotidianamente em qualquer lugar, seja numa rua, no interior de uma casa particular ou num lugar de culto. Um povo que, sujeito às provações da vida, busca o amor e a luz no interior de si mesmo. Documentos fotográficos que nos captam o olhar pela intensidade da fé que nos transmitem.

A surpresa surge em “Confissão, Shaanxi, 1992” ao depararmos com um simples confessionário improvisado numa rua, a descoberto de quem passa. A provação da morte de um ente querido está bem patente em “Duas Mulheres de Etnia Miao com crianças junto a uma sepultura, Yunnan, 1993”. Nesta imagem, o olhar de uma criança na direção de duas mulheres à beira de uma sepultura, chama particularmente a nossa atenção. Constatamos a vincada crença católica nas várias gerações dos membros de uma família em “Celebração da missa numa casa, Shaanxi, 1995”.

E por fim, eis-nos chegados ao Paraíso, na fase final da nossa viagem com Quatro Estações: o dia a dia dos camponeses tibetanos entre 1996 e 2004. Ao longo das quatro estações do ano, Lu Nan percorre o Tibete dando-nos a conhecer o quotidiano rural de um povo em paz consigo mesmo. Um retrato sensível, terno e de uma tranquilidade que nos arrebata.

Com “Idosa a prepara-se para lavrar a terra, Tibete, 2004” apercebemo-nos que algumas tarefas diárias, por vezes árduas, são encaradas com suavidade e tranquilidade por parte de uma mulher idosa. Rejubilamos com a felicidade estampada no rosto de uma mulher, segurando o seu filho, em “Mulher com um cordeiro ao colo alimentando o filho, Tibete, 2001”. Em “Avó sofrendo de enxaquecas em casa da vizinha e neto preocupado, Tibete, 2001” não podemos deixar de nos emocionar com a preocupação do neto pela sua avó e com o olhar protector da vizinha sobre ambos. “Mãe e Filha, Tibete, 2001” traz-nos a beleza de um momento, captando a ternura de um bebé que dorme ao colo da mãe, sugerida esta última, apenas pela sua mão sobre a filha adormecida.

Uma viagem decididamente a não perder! Margarida Neves

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A Fotografia antes da Fotografia

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No próximo dia 15, entre as 19 e as 21.30, A Fotografia antes da Fotografia é o tema de um colóquio proferido por Flávio Andrade no PhotoCollective, em Lisboa.

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Curso de Fotografia em fim de semana

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APAF vai realizar nos próximos dias 11, 12 e 25 (2 fins de semana) um novo Curso de Iniciação à Fotografia. O Curso, teórico e prático, aborda matérias como a medição de luz, o uso de flash ou a composição tendo por principal objetivo o domínio da sua própria máquina fotográfica. Mais informações e inscrições podem ser vistas em https://associacaoportuguesadeartefotografica.wordpress.com/formacao/curso-de-iniciacao-a-fotografia/

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Novo Talento FNAC da Fotografia

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Decorre a 15ª edição da iniciativa Novo Talento FNAC da Fotografia, que tem como objetivo descobrir jovens fotógrafos que se distingam pela sua originalidade, excelência técnica, coerência e capacidade narrativa. Este programa decorre no âmbito da missão FNAC de apoio e promoção da cultura portuguesa. Promovido pela FNAC, o Novo Talento de Fotografia FNAC, tem como júri Augusto Brázio (Fotógrafo), Francisco Feio (professor de fotografia), Mário Cruz (fotojornalista da Lusa e vencedor do World Press Photo 2016, categoria Assuntos Contemporâneos) e Sérgio B. Gomes (jornalista do Público). O dossier de candidatura deve conter o portfólio (em papel e em digital), uma memória descritiva do trabalho, biografia do autor, a identificação deste e a ficha de inscrição. O período de inscrições termina a 17 de novembro podendo o regulamento ser visto em http://www.culturafnac.pt/wp-content/uploads/2017/09/Regulamento-2017.pdf

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A STET com nova morada

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A STET Livros e Fotografias inaugura este sábado o seu novo espaço temporário. A STET ficará algum tempo a residir na Rua da Atalaia 31, ao Bairro Alto. A inauguração decorre entre as 18 e as 22 horas.

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Vida urbana – concurso de fotografia

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Para os que gostam de fotografia de rua sugerimos um concurso onde a riqueza e a diversidade da vida urbana está em destaque. Os trabalhos devem ser entregues até 30 de novembro. Mais informações em https://www.cbreupoty.com/en?utm_source=Facebook&utm_medium=display&utm_campaign=upoty&utm_content=FBVID-Flagship

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Curso de Fotografia

Captura de tela 2017-10-31 às 18.02.30

No próximo dia 10 de novembro a APAF dará início a um novo Curso de Iniciação à Fotografia. O curso decorrerá às segundas e sextas feiras das 19.30 às 21.30. O Curso, teórico e prático, aborda matérias como a medição de luz, o uso de flash ou a composição. Durante um mês e meio os alunos têm também aulas práticas que lhes permitem explorar a matéria lecionada. Mais informações em serem vistas em https://associacaoportuguesadeartefotografica.wordpress.com/formacao/curso-de-iniciacao-a-fotografia/

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Em Oeiras

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Fotografia Diogo Lage

Em Oeiras, está patente a exposição Instagram, uma coletiva, sem tema definido, delimitada pelo prazer das imagens realizadas. A escolha e a disposição das imagens foi deixada ao critério dos autores, num conjunto que se pretende diversificado e heterogéneo, como o é a sensibilidade e a experiência do mundo de cada um. Participam Ana Gil, Daniela Joaquim, Diana Oliveira, Diogo Lage, Dulce Delgado, Isabel Afonso,Lia Carril, Marco Martins, Marta Ferreira, Nuno Alves de Carvalho, Ozias Filho, Rita Fernandes e Teresa Ribeiro. A exposição está patente na Croma, uma associação cultural sem fins lucrativos que tem como objectivo a dinamização de espaços e que fica na Rua Marechal Costa Gomes lote 15, loja 10 A.

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Jeu de 54 cartes, de Jorge Molder, em Santo Tirso

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Até 21 de janeiro, o Museu Internacional de Escultura Contemporânea de Santo Tirso apresenta Jeu de 54 cartes de Jorge Molder. Diz-nos o texto de apresentação que Molder “utiliza o corpo como elemento matricial da sua obra, construindo sequências imagéticas que se reportam a personagens ficcionadas, repletas de referencias literárias e filosóficas, que reequacionam o problema da autorepresentação. O Jeu de 54 cartes que agora apresenta, constitui uma narrativa onde, uma vez mais, é o personagem que acolhe as suas microficções. As 55 fotografias que conformam a exposição são fragmentos de uma história que tem a ver com o mundo dos sonhos, no qual se assume como um jogador peculiar, suis generis, que encara o jogo como uma distração completamente desprovida de sentido dramático e espetacular que a natureza do ato em si mesma encerra”.

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Thoughts, de Francisco Borba na Póvoa de Santa Iria

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Fotografia Francisco Borba

Francisco Borba, associado da APAF, apresenta Thoughts na Galeria Municipal de Exposições do Palácio da Quinta da Piedade, na Póvoa de Santa Iria, concelho de Vila Franca de Xira. A exposição, com curadoria de Tânia Alegria, estará patente até 25 de novembro de terça a sábado das 10 às 12 horas e das 14 às 19 horas.

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Em Almada

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Fotografia Paul Kohl

Em Almada, inaugura dia 2 às 21 horas, na Galeria Municipal, Picture This! de Paul Kohl. A exposição, que estará patente até 20 de janeiro, está integrada no Mês da Fotografia ImaginArte Almada 2017, uma iniciativa que se estende até ao primeiro trimestre do próximo ano e que conta com diversas exposições, colóquios e workshops.

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Curso de Iniciação à Fotografia

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Em novembro e em horário pós-laboral, a APAF vai realizar um novo Curso de Iniciação à Fotografia, com aulas às segundas e sextas feiras das 19.30 às 21.30. O Curso, teórico e prático, aborda matérias como a medição de luz, o uso de flash ou a composição. Durante um mês e meio os alunos têm também aulas práticas que lhes permitem explorar a matéria lecionada. Mais informações em  https://associacaoportuguesadeartefotografica.wordpress.com/formacao/curso-de-iniciacao-a-fotografia/

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Formação APAF

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Fotografia Sofia Rosa Lã

Continuam a decorrer os Cursos Avançado e Profissional, que no próximo fim de semana vão dedicar à sua atividade à reprodução de originais planos. Entretanto deixamos aquiu uma imagem de Sofia Rosa Lã, feita numa atuação da Orquestra Metropolitana de Lisboa, no Mosteiro dos Jerónimos.

Publicado em Formação APAF, Notícias

Al.em Marcha

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Fotografia Cabral Nunes

Anunciámos há dias a exposição Al.em Marcha, inaugurada no passado sábado, na Perve Galeria e na Sociedade Boa União, em Alfama. Mais do que uma exposição de fotografia é um manifesto cívico e um grito de revolta. Desde que há poucos anos atrás (2012) foi publicada a nova lei do arrendamento, que Lisboa e Porto assistem impotentes à escalada de preços e, mais grave, à descaracterização das suas cidades. É certo que nada disto é novo em cidades como Veneza ou Barcelona. Lisboa é apenas mais uma cidade onde se assiste à saída dos seus habitantes de forma forçada por troca com os alojamentos locais. Era interessante as Câmaras Municipais de Lisboa e do Porto saberem quantas associações culturais, clubes recreativos e até empresas já saíram dos seus centros históricos, ou acabaram, para dar lugar aos alojamentos locais.

Por isso a atenção que merece este projeto, uma iniciativa da APPA (Associação do Património e População de Alfama), que em conjunto com a Perve Galeria e a Sociedade Boa União, apresentam a exposição Al.em Marcha.

A iniciativa constitui-se como o ano zero de uma Bienal de Arte e Cultura Popular e o ponto de partida para o desenvolvimento de um projecto museológico dedicado a esta importante manifestação da cultura popular bairrista de Lisboa, as Marchas Populares. Com subtítulo “Alfama é Marcha” e conceito artístico abrangente, “para além da Marcha”, a mostra expõe na Perve Galeria e na Sociedade Boa União, o património associado à marcha popular do bairro, produzido entre os anos de 1930 e a actualidade, a par com uma recolha imagética/fotográfica da mais recente edição das Marchas em Lisboa, e com o trabalho artístico resultante da reflexão que vários artistas contemporâneos fizeram sobre este fenómeno popular, numa realização específica e aprofundada do conceito expositivo. Por isso também o destaque para o trabalho de alguns artistas e fotógrafos, de entre os quais destacamos José Chambel, Cabral Nunes ou Céu Guarda.

Em causa, está uma reflexão que vai muito “Além da Marcha” e que se prende com a necessidade de refletir sobre manifestações populares que tendem a desaparecer ou descaracterizar-se, se a cultura contemporânea e os artistas, poetas, músicos, e outros agentes culturais, não se apropriarem desses registos e os recontextualizarem à luz de conceitos atuais para desenvolverem formulações que possam interpelar o público, de forma surpreendente, renovando o interesse e o discurso dessas manifestações. Isto, a par com a gentrificação que se tem vindo a operar no centro histórico da cidade, decorrente da massificação do turismo, que progressivamente afasta as populações locais que tem assegurado a continuidade destas manifestações. A curadoria da exposição é de Carlos Cabral Nunes.

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Fotografia em grande formato

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O fotógrafo Dieter Schneider mostra-nos a construção de uma máquina de grande formato, 8×10 polegadas (20×25 cm). Para ver em https://petapixel.com/2017/10/24/building-8×10-large-format-camera-entirely-hand/

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Marilyn como nunca a viu

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Fotografia Milton H. Greene

Até 26 de novembro, no Cascais Shoping, pode ver a exposição Marilyn como nunca a viu. É uma exposição de 63 fotografias originais de Milton H. Greene, e em que fotografias célebres de Marilyn com Marlon Brando, Sir Lawrence Olivier ou Arthur Miller estarão lado a lado com imagens inéditas, das sessões “Bed Sitting”, “Peasant” e “Laurel Canyon”, realizadas entre 1953 e 1954.

Diz-nos a divulgação de imprensa que “a grande magia das imagens expostas prende-se com a intimidade entre fotógrafo e fotografada. O “rapaz maravilha da fotografia a cores”, como ficou conhecido o retratista Milton H. Greene, fotografou Marilyn durante muitos anos e tornou-se seu amigo pessoal. Da amizade e cumplicidade que partilhavam surgem estas fotografias cruas, imensamente mais verdadeiras. São retratos da pessoa por detrás do ícone, que revelam não só a sua beleza mas o espírito, o humor e a fragilidade de uma das atrizes e modelos mais marcantes do século XX“.

 

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8ª Feira do Livro de Fotografia de Lisboa

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Do blog O Fascínio da Fotografia transcrevemos a Carta Aberta de Fabrice Ziegler a propósito da próxima Feira do Livro de Fotografia de Lisboa, a realizar nos próximos dias 24, 25 e 26 de novembro no Arquivo Fotográfico. Apesar do texto ser longo, é importante e por vezes incisivo sobre a realidade fotográfica portuguesa, pelo que considerámos do maior interesse a sua transcrição integral.

 

“CARTA ABERTA”

Onde vai a Feira do Livro de Fotografia de Lisboa?

Um mês nos separa da realização do próximo certame. Trinta dias, que deverão selar os elementos que irão compor a 8ª edição da Feira do Livro de Fotografia de Lisboa.

Passou-se um ano a construir, juntar, despertar, trabalhar. Pouco a pouco vimos a materializar-se o que deverá ser o encontro deste ano. Esta aventura que parece muitas vezes sem fim; um iniciar constante, teve este ano um sabor particular.

Em geral, os desafios surgem quantos menos os esperamos. Desta vez, foi no meio de julho do ano passado; recebemos uma chamada da então Directora do Arquivo, a desafiar-nos de integrar a programação de Lisboa – Capital Ibero-Americana da Cultura 2017.

Para que isso se concretizasse tivemos, na realidade, três dias, para definir um projeto e enumerar alguns convidados… estávamos nessa altura nos últimos preparativos da edição anterior, de 2016, faltando apenas 4 meses para a sua realização.

Aceitámos o desafio e desenvolvemos uma proposta. Activámos as nossas redes e contactámos os nossos interlocutores sul-americanos, e neste diálogo repentino definimos as grandes linhas do que poderia passar a ser apresentado no final do ano seguinte: o Peru iria ser o País convidado, mas com ele achámos importante falar do seu contexto e abordar de forma mais alargada o continente Sul-Americano.

Neste mundo em movimento, onde a circulação parece facilitada e beneficiando do apoio excepcional do Arquivo Municipal de Lisboa | Fotográfico, tínhamos finalmente a possibilidade de convidar algumas personalidades oriundas destes contextos distantes. Essa oportunidade rara, que achámos pertinente para o projeto, motivou o nosso esforço. Acreditámos que iria beneficiar a comunidade ligada à fotografia em Portugal e em Lisboa em particular, favorecendo uma melhor compreensão das realidades Peruana e Latino-Americanas em geral, esperando desta forma potencializar diversos encontros e ligações da comunidade portuguesa com um outro continente.

Neste mesmo sentido, em abril passado lançámos uma Convocatória Aberta dirigida aos Autores e Editoras Ibero-Americanas, da qual a Península Ibérica era naturalmente convidada, na perspectiva de construir de forma participativa uma exposição de fotolivros, a mais representativa possível da diversidade cultural dos 25 Países que compõem o contexto Ibero-Americano. Participaram projetos de 13 países e mais de 150 autores e editoras, para um total de cerca de 170 fotolivros registados. O resultado que iremos apresentar em novembro, durante a Feira, juntará uma parte significativa dos livros na Exposição de Fotolivros Ibero-Americanos.

Esta iniciativa, e pela primeira vez na pequena história do certame, irá ser levada a Madrid, onde estará em exibição durante a Fiebre Photobook, nos dias 15 e 16 de Dezembro. De seguida, no início de 2018, a mesma exposição irá ser exibida na Galiza, no espaço Dispara Xestión Cultural.

A circulação deste projeto servirá também para reforçar o nosso laço com a comunidade Ibérica, esperando desta forma sensibilizar e dar a conhecer o trabalho que desenvolvemos em Portugal e, ao mesmo tempo, partilhar com o maior número de pessoas, a riqueza e diversidade das propostas editoriais generosamente partilhadas.

Finalmente, como já é o nosso hábito, todos os livros oferecidos, para que esta exposição pudesse ser uma realidade, cerca de 150, irão integrar a Biblioteca Pública do Arquivo Municipal de Lisboa | Fotográfico, onde qualquer pessoa poderá consultá-los de forma livre.

Por outro lado, o Programa das Conversas e Apresentações será particularmente marcado pela cultura Latino-Americana, sendo regularmente o castelhano a língua adoptada, mas deixaremos também um lugar importante para as realidades europeias e nacionais, sendo um dos objectivos naturais da Feira – um pólo de valorização da edição de fotolivros portugueses.

Ao abordar a questão do nosso contexto gostaríamos de partilhar uma pequena reflexão.

Infelizmente, todos sabemos das dificuldades existentes na “aventura” da edição e da auto-edição de fotolivros.

Ao longo destes quase 9 anos de trabalho à volta do certame tivemos a possibilidade de ver nascer muitos projetos; concretizarem-se diversas realidades e acompanhámos de forma privilegiada a um sem fim de iniciativas.

No final do ano de 2009, quando iniciámos o projeto, quase que antecipámos uma realidade que iria ganhar a sua maior expressão entre 2013 e 2015 passando a edição do fotolivro a ser uma verdadeira tendência dentro da Fotografia.

Vimos durante esses seis primeiros anos o nosso contexto evoluir, a desenvolver-se e como é óbvio, a aproximar-se de uma desejada maturação.

Mas, forçosamente também constatámos que a produção e os seus ganhos qualitativos continuaram a não saber despertar o seu consumo interno continuando a ser um nicho extremamente restrito, que dificilmente sustenta a sua produção e não permite alcançar outros mercados.

Da mesma forma, certamente fruto do fácil acesso aos meios de produção – aparentemente mais democratizados, um número elevado de autores arriscaram nas edições de fotolivros. Todos estes esforços não foram recompensados e fizeram surgir diversas realidades, das quais apontaria principalmente a uma tendência na realização de edições mais frágeis, do ponto de vista editorial, e talvez precipitadas, mas igualmente muito díspares na sua execução.

Existe uma tendência generalizada de produzir fotozines, com graus de finalização variável e com preços de capa muitas das vezes elevados.

Esta realidade editorial domina o nosso mercado actual de edições de autor e não só, o que contribui para a crescente dificuldade de percepção e apreciação dos leitores, ou potencial “público-alvo”.

No fluxo global da edição de fotolivro, a produção nacional acaba por não conseguir distinguir-se e isto afecta igualmente algumas editoras independentes nacionais, que foram sendo criadas e pontualmente conseguiram alcançar o mercado internacional.

Não se trata unicamente de concorrência, mas certamente a banalização de uma oferta, que só poderá ser ultrapassada apostando na qualidade editorial e eventualmente no melhoramento das suas edições, pois continuamos a achar que o objeto-livro é um suporte tendencialmente portador para a expressão fotográfica.

Esta tendência reflete-se particularmente na edição deste ano, onde notamos um decréscimo da participação dos Autores nacionais e até de algumas entidades profissionais relacionadas com o fotolivro.

É importante realçar que na 8ª edição da Feira limitámos o nosso convite apenas a alguns profissionais, sendo um pouco mais criteriosos e privilegiando as entidades que nos pareceram mais ativas.

Nalguns casos, este recuo de adesão e eventual ausência de outros poderá ter outras origens, pelas quais devemos reflectir, enquanto organizadores.

No domínio profissional, continuamos a observar uma grande dispersão na acção e disseminação da oferta editorial.

Cada um continuando convicto ser detentor de uma parte da verdade e certamente nós próprios podemos estar a sofrer do mesmo.

Sabemos que não existe uma solução única e que a concertação poderia ajudar a desenvolver ou pelo menos consolidar este mercado.

Infelizmente, quando se diz que a “união faz a força”, vemos dissensões cada vez mais marcadas à nossa volta.

Alguns dos supostos “players” não são capaz de se juntar no mesmo evento especializado preferindo continuar a correr atrás dos supostos mercados leadersdesistindo desta forma do contributo da valorização do contexto de onde são originários e acabando por não contribuir para a sua própria identidade.

Como organizadores, e de forma natural, sempre privilegiámos o diálogo e a colaboração mostrando uma forte vontade e capacidade em concretizar os projetos nos quais estamos envolvidos, de forma a progredir colectivamente – sendo o contexto nacional a nossa prioridade.

Sabemos que a nossa realidade deve conseguir dialogar com os seus pares no plano internacional e soubemos-nos situar. Temos plena consciência da nossa situação periférica em relação aos eventos principais, que se realizam noutras cidades europeias e não só. Este facto não é redutor. É uma particularidade partilhada por muitos projetos disseminados pelo mundo fora acabando por ser um potencial para quem trabalha de uma forma descomplexada e com ambição ajustada.

Quando programamos e abrimos o certame a outros contextos pretendemos responder às expectativas dos Autores e do público em geral. Potencializar novas descobertas e encontros. Favorecer o networking e com ele o surgimento de novos projetos de circulação e colaboração.

Os laboratórios de criatividade nunca estão implantados nos sistemas mais estabilizados, mas sim nas margens.

Este ano iremos partilhar algumas realidades sobre a dinâmica latino-americana, onde a maioria dos agentes ligados à Fotografia trabalha e desenvolve as suas iniciativas em rede, de país a país, com distâncias físicas superiores a vários milhares de quilómetros, muitas vezes ultrapassando a nossa imaginação – mas esta situação não invalida o desenvolvimento dos contextos e das suas especificidades.

Reconhecemos a necessidade de circulação, para poder crescer e sustentar qualquer projeto editorial nacional.

Continuamos a achar saudável uma reflexão neste domínio e eventualmente o aparecimento de novos agentes capazes de profissionalizar este segmento da edição independente, porque infelizmente neste momento sentimos uma falta de interlocutores; uma perigosa centralização da atenção em alguns agentes e mediadores, o que pode limitar e condicionar o desenvolvimento dos projetos editoriais e não responde às necessidades nem dos autores, nem do próprio público.

Necessitamos portanto, de completar e favorecer o surgimentos de novos agentes capazes de dialogar e ajudar ao desenvolvimento do contexto.

Devemos ficar preocupados com essa situação? Não!

Temos que de trabalhar mais e alargar a concertação, pois somos igualmente responsáveis por esta situação: ou porque pontualmente não conseguimos responder a um determinado desafio, ou porque não fomos capazes de antecipar determinada deriva ou diálogo.

Parece que o que afinal estivemos a viver e que foi tendência transversal a todos os mercados, foi na realidade a criação de uma enorme bolha, que está eventualmente a vazar.

De uma certa forma, estamos a voltar à normalidade: a um mercado reduzido de leitores, que entretanto já ganharam maturidade e sabem agora mais facilmente apreciar a oferta editorial, o que em si já é um avanço.

Hoje, de forma marcada, a edição relacionada com a fotografia está a ficar abafada pelas fantásticas produções oriundas da ilustração e outras práticas artísticas e editoriais e certamente, o fotolivro representa hoje menos de 1 em cada 30 publicações, dentro do contexto da edição independente.

Uma outra realidade está igualmente em jogo condicionando o sector da edição de fotolivros.

O contexto do Ensino Artístico: as Escolas de Ensino Artístico, bem como as diversas soluções formativas neste domínio estão com dificuldades em ganhar audiência e massa crítica nos domínios exclusivamente relacionados com a Fotografia.

Esta tendência que tem vindo a acentuar-se desde há uma década parece irreversível neste momento, principalmente junto das gerações mais novas.

Mas não existem menos interessados. Existem outras formas de se interessar.

A noção de multimédia é um factor transversal à aquisição e desenvolvimento de conhecimento de práticas artísticas. Não é novo, mas na era digital ganhou outro significado e vivência.

Estas observações não explicam tudo, como é óbvio, mas esperamos que contribuam para a reflexão necessária sobre a relação da Fotografia e particularmente da edição de fotolivros, com o contexto e o público em geral.

É desta forma que vemos as circunstâncias actuais.

Todas estas realidades talvez acentuem este regresso à normalidade do mercado.

Não podemos ser negativos, mas urge ser lúcido e devemos viver esta evolução de paradigma como uma oportunidade para os Autores e Editoras Independentes.

Nós, o nosso pequeno grupo de voluntários, espera poder continuar a contribuir e a estar presente nesta próxima fase da edição portuguesa de fotolivros.

Deixamos aqui o convite aberto a todos os interessados em Fotolivros em participar, interagir e usufruir da próxima edição da Feira do Livro de Fotografia de Lisboa, que terá lugar entre 24 a 26 de novembro no Arquivo Municipal de Lisboa | Fotográfico, na Rua da Palma. O programa deste ano deverá despertar alguns interesses e proporcionar novos encontros. Estaremos disponíveis, como sempre estivemos, para conversar sobre estas reflexões e muitas outras.

Até muito breve,

Fabrice Ziegler

Em representação da organização da Feira do Livro de Fotografia de Lisboa

 

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Al.em Marcha, em Alfama

Captura de tela 2017-10-23 às 18.26.04

Fotografia José Chambel

Inaugurou este Sábado, na Perve Galeria e na Sociedade Boa União, em Alfama a exposição Al.em Marcha .

A mostra resulta de um desafio lançado à Galeria pela APPA – Associação do Património e População de Alfama, num momento em que o bairro se vê ameaçada por um turismo cada vez mais massificado, tendo-se tornado evidente a importância de refletir sobre a sua identidade e em particular sobre esta manifestação cultural tão enraizada e que é património da cidade e de cada bairro.

O desafio foi aceite não apenas pela galeria mas igualmente por um conjunto de autores contemporâneos na área das artes plásticas e da música que apresentam agora o trabalho artístico resultante da reflexão empreendida em torno deste fenómeno popular, numa realização específica e aprofundada do conceito expositivo.

Nas artes plásticas estão presentes Leonel Moura, Manuel João Vieira, João Ribeiro, José Chambel, Carlos Zingaro, Mimi Tavares, Sónia Aniceto, Ricardo Coxixo, Catarina Albuquerque, Joana BC, Aldo Alcota, Laura Moreno, Céu Guarda e Regina Frank, entre outros. Na área da música, ao longo da exposição serão lançadas quinzenalmente 3 músicas (marchas originais) cujos  autores, são Manuel João Vieira e Ena Pá 2000, Marta Miranda e ÓqueStrada, Manuel Paulo e João Monge (Ala dos Namorados).

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Gilles Caron na Leica Gallery, no Porto

Captura de tela 2017-10-23 às 18.19.23

Fotografia Gilles Caron Fundation, cortesia School Gallery / Olivier Castaing

Inaugura no próximo dia 4, às 16 horas, na Leica Gallery Porto, a exposição Conflitos de Gilles Caron. Diz-nos a informação de imprensa que Gilles Caron, no seu início de carreira, “via o correspondente de guerra como um herói“, começando a questionar o sentido e o valor da sua atividade profissional. “Foi um dos primeiros fotojornalistas a mostrar sinais de um enorme conflito interior e de uma espécie de crise moral: seria suficiente ser testemunha ou mero espetador? Poderia fazer mais mais do que fotografar? As suas respostas levaram-no a afastar a sua câmara das imagens cliché e a deter-se, pelo tempo que fosse necessário, na vida e no sentimento de todos aqueles tocados pela guerra“. Por isso as suas imagens afastam-se do retrato no sentido clássico do termo, de forma a que as identidades permanecem desconhecidas e nos confrontam mais com as ideias do que com os acontecimentos concretos. recorde-se que a Leica Gallery fica na Rua Sá da Bandeira 48-52, e que a exposição se manterá até 10 de janeiro.

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The world of Steve McCurry no Porto

Captura de tela 2017-10-23 às 17.26.11

Fotografia Steve McCurry

The world of Steve McCurry é uma exposição com mais de 200 imagens patente na Alfândega do Porto. Com cenografia do arquiteto italiano Peter Botazzi e curadoria de Biba Giacchetti, The World of Steve McCurry leva o público a contemplar um conjunto de imagens marcantes feitas desde 1979/80, em jeito de retrospetiva da vida e obra do fotógrafo e que nos levam a países tão distintos como Cuba, Índia, Afeganistão, Japão, Brasil, Itália ou Estados Unidos. A exposição estará patente até 31 de dezembro todos os dias das 10 às 18 horas, excepto aos fins de semana que se prolonga até às 19 horas. A exposição, depois de ter passado por Itália, onde foi visitada por mais de um milhão de pessoas durante um ano, e mais recentemente por Bruxelas, visitada por mais de 150 mil pessoas, seguirá após o seu encerramento para Barcelona e Madrid.

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Em Lisboa, na Universidade Nova

Captura de tela 2017-10-23 às 16.15.20

A partir do livro Lisboa – no cais da memória, de Eduardo Gageiro, no próximo dia 11 de novembro, entre as 11 e as 13 horas, na Faculdade de Ciências Sociais e Humana da Universidade Nova de Lisboa realiza-se uma conferência sob o tema “Uma visão caleidoscópica da Lisboa do pós-guerra:’Lisboa no Cais da Memória’ de Eduardo Gageiro“. A conferência é proferida por Paul Melo e Castro com comentários de Margarida Brito Alves e Susana Martins e moderação de Filomena Serra.

O fotolivro de Eduardo Gageiro serve como estudo de caso para uma reflexão sobre a relação entre fotografia e cidade. Refira-se que Paul Melo e Castro é professor assistente na Universidade de Leeds, é investigador na área da Literatura Lusófona, Cinema e Cultura Visual. Interessa-se, igualmente, pelo uso da fotografia e do fotojornalismo para fins de propaganda durante o regime do Estado Novo português (1926-1974). Actualmente investiga a contribuição do fotógrafo moçambicano Ricardo Rangel na vida colonial da cidade de Maputo (Moçambique).

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Zeiss Photography Award 2018

Captura de tela 2017-10-23 às 15.26.47

A Zeiss abriu a convocatória para o prémio Zeiss Photography Award 2018, sob o tema Vendo para além dos limites – Histórias por contar. Até 6 de fevereiro ps interessados podem concorrer com um projeto onde o vencedor será premiado com objetivas Zeiss no valor de 12.000 € mais 3.000 € para despesas de viagem para uma viagem fotográfica. Mais informações em https://www.zeiss.es/camera-lenses/fotografia/website/zeiss-photography-award-2018.html

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