Projetos de Autor expostos

Intervalos da matéria

Captura de tela 2015-10-29 às 18.32.12 

Designou-se de Intervalos da Matéria a exposição coletiva dos alunos do Curso Profissional de Fotografia da APAF, do ano letivo 2014 / 2015. Numa interpretação individual do tema, participaram os fotógrafos Alexandra Garção, Anastasiya Hladiy, Carlos Araújo, Céu Batista, Luís Teixeira, Mário Chefe Sirgado, Paula G. Alves e Pedro Almeida.

Captura de tela 2016-05-02 às 15.11.23

Fazer fotografia, numa semelhança com a pintura, a escultura ou outras formas de expressão artística, é muito mais do que o virtuosismo técnico. Seríamos excelentes imitadores se nos restringíssemos à técnica não sendo, por isso, de esquecer que a criação artística tem uma componente de criatividade, de inovação e de sentir a alma das pessoas, dos espaços e das coisas. É compreendê-los na sua plenitude e é também desfrutá-los num olhar simultaneamente crítico, de comprovação do momento e contemplativo. É a materialização dialética entre o mundo da criação e o desfrutar da imagem por cada um que a vê, que nos envolve e faz pensar. Por isso também não chega ser virtuoso.

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Intervalos da Matéria sugere-nos algo de descontínuo, da não existência entre duas coisas que existem. Mas será que esses intervalos nada têm?

Quando vemos estas imagens sentimos que esses intervalos são preenchidos. Sentimos que existiu um olhar atento, feito de opinião crítica, que nos conduziu a um imaginário íntimo. Por preconceito, a fotografia comporta uma presunção da realidade, que os tempos modernos da manipulação digital ainda não destruiu por complete no nosso subconsciente. Daí o sermos transportados para uma outra realidade que nos leva a sentirmos os locais e objetos, mesmo que saibamos que o que vemos constitui uma opção redutora de uma dada realidade.

Captura de tela 2016-06-28 às 14.03.32

Deixamos aqui imagens de Luís Teixeira, Mário Chefe Sirgado e Carlos Araújo.

 

Way Home

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Projeto de Paulo Martins apoiado esteticamente pela APAF e exposto em 2012 no Centro Português de Fotografia e em 2013 na Fundação D. Luis I/Centro Cultural de Cascais.

“ Todos os dias, no final de um dia de trabalho, milhões de pessoas por todo o mundo regressam a suas casas. Este regresso a casa encerra um certo modus vivendi, característico da sociedade contemporânea. Paradoxalmente, ainda que seja realizado por muitas pessoas, numa espécie de ritual colectivo moderno, o regresso a casa é, na sua essência, um caminho singular e introspectivo.

Way Home procura deliberadamente o confronto entre esse mundo interior e o seu contrário, composto por tudo aquilo que rodeia materialmente a pessoa no seu percurso de regresso a casa. Só através desse confronto é possível caracterizar, na sua plenitude, a pessoa e o seu caminho introspectivo. O percurso de regresso a casa carrega um profundo manto de solidão e algum alheamento. É um caminho que transporta um enorme sentimento de ansiedade para chegarmos de novo ao nosso espaço e estarmos junto daqueles de quem mais gostamos. Nesse percurso, o tempo parece adquirir uma outra dimensão, parece ficar suspenso, e os nossos movimentos transformam-se em meras reproduções mecânicas. (…)”  (Paulo Martins – do texto de apresentação)

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CollectiveImages

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CollectiveImages é um coletivo de 5 fotógrafos nascido no seio da APAF e constituído por Marta Araújo Amorim, Ana Rainho, Fernando da Mota, Pedro Araújo  Amorim e António Lopes.

O coletivo desenvolveu o projeto Lugares Vagos (2013), que expôs em Évora (2013), no âmbito do Colóquio Internacional do Património Industrial, e na Galeria de Arte do Estoril (2014).

http://collectiveimages.wix.com/collectiveimages

 

A Natureza e o Ser

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A Natureza e o Ser é um projeto fotográfico de Luísa Oneto e Vicente Gonçalves, exposto pela primeira vez em junho de 2013. A Natureza e o Ser aborda o lado simbólico dos quatro elementos da Natureza – a Terra, o Ar, a Àgua e o Fogo, usados ao longo de quase um ano de trabalho como inspiração para olhar a Natureza e indagá-la dos seus princípios e da sua simbologia.

Exposto em Lisboa (2013) e Oeiras (2014).

 

Ser Criança

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Ser Criança é um projeto fotográfico de Sandra Osório, exposto em junho de 2013, que mostra o mundo visto pelos olhos de uma criança.

“A criança vive num mundo só seu. Ela é livre, destemida, inocente, imaginativa e ávida de viver tudo o que a rodeia onde, para ela, o perigo não existe muito menos as barreiras. Tudo quer alcançar pois tudo é novidade, por isso, não se consegue concentrar em mais do que um assunto ou objeto em simultâneo pois é ativa e transbordante e vive a vida numa inquietação constante. (…).

Os momentos capturados pretendem que os adultos se imaginem no seu lugar e dessa forma a compreendam, desculpem e a ajudem no seu crescimento e desenvolvimento. Por outro lado, ajuda o adulto a rever-se numa posição há muito esquecida”. (Sandra Martins – do texto de apresentação)

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