Armindo Cardoso – os olhos da memória

Fotografia Armindo Cardoso, operário metalúgico, Santa Iria da Azóia, Loures, 1977

No Museu do Aljube, em Lisboa, está patente até 31 de janeiro Os olhos da Memória, de Armindo Cardoso (Porto, 1943). Ainda não se sabe se, devido à pandemia e ao confinamento, esta exposição será prolongada, o que seria bom. Na realidade, Armindo Cardoso é um dos veteranos da fotografia portuguesa, tendo mesmo há muitos anos feito uma exposição na APAF.

Recorrendo ao texto publicado no site do Museu do Aljube, recorda-se que Armindo Cardoso foi preso antes do 25 de Abril, então com 16 anos, por atividades de oposição política. Refugiado em Paris, rumará ao Chile onde, em 1969, trabalhará como fotógrafo próximo do governo de Salvador Allende. Com o golpe protagonizado por Pinochet, em 1973, foi alvo de mandato de captura por parte da polícia política chilena, vindo a refugiar-se na Venezuela primeiro, regressando a França depois, vindo o seu acervo fotográfico a ser posteriormente adquirido pela Biblioteca Nacional do Chile. Os olhos da memória, são um retrato de Portugal entre 1975 e 1980, sendo uma visão muito interessante não só sobre a história do nosso país, como também do trabalho deste fotógrafo, incontornável na história recente da fotografia portuguesa.

Para conhecer melhor o seu trabalho, sugerimos a visita ao site do Museu do Aljube, em

https://www.museudoaljube.pt/evento/inauguracao-da-exposicao-temporaria-os-olhares-da-memoria-de-armindo-cardoso/

ou na página da Terra Esplêndida, em

https://www.terraesplendida.com/en/portfolio-item/armindo-cardoso/

ou ainda no artigo publicado nas páginas do DN, em 2018, referente à sua exposição apresentada em Braga

https://www.dn.pt/lusa/a-memoria-resgatada-do-chile-de-allende-na-fotografia-de-armindo-cardoso-em-braga-9025029.html

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