No Algarve, em Lagoa

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Fotografia: organização dos Encontros. Imagem da exposição de Valter Vinagre

Terminaram no passado fim de semana os “Encontros internacionais da política e da imagem de lagoa 2020”. Os Encontros integraram exposições com os resultados de projectos fotográficos, a par de conferências e mesas redondas, e ainda um ciclo de cinema dedicado a Sérgio Tréfaut.

As exposições de fotografia, que estão situadas no Convento de São José, no Salão Paroquial da Igreja de Nossa Senhora da Luz e nos Antigos Paços do Concelho de Lagoa, vão estar patentes ao público até ao final de Março, tornando possível, mesmo a quem não assistiu aos restantes eventos, conhecer os resultados das residências fotográficas que decorreram no concelho de Lagoa, no Verão passado.

A coordenação geral do projecto da Casa da Cidadania de Lagoa é da responsabilidade do antropólogo Paulo Lima e a curadoria dos projectos fotográficos coube ao fotógrafo Augusto Brázio.

As quatro exposições fotográficas são o resultado das residências de Augusto Brázio, Lara Jacinto, Paulo Catrica e Valter Vinagre no concelho de Lagoa, constituem quatro olhares sobre o concelho. Paulo Catrica tem o seu olhar focado nas retaguardas do território, nos ‘espaços e nas paisagens expectantes’, um tema que tem sido registado por diversos fotógrafos portugueses, territórios que a economia ainda não resolveu, como afirmou o fotógrafo na mesa redonda ‘Documentar…’ Prospectus, assim se designa o projeto, mostra-nos lugares banais onde somos levados à contemplação e a uma reflexão sobre esses lugares diversos daqueles que conhecemos dos folhetos turísticos.

Lara Jacinto, com Paraíso, trabalhou sobre uma outra retaguarda, humana e arquitectónica, onde se cruzam pessoas que vindas do estrangeiro estão em Lagoa para trabalhar, com imagens de locais de trabalho dessas pessoas e dos bastidores dos espaços turísticos.

Valter Vinagre com Corações ao alto construiu um olhar sobre credos religiosos que coexistem em Lagoa: as Igrejas Católica, Adventista, Anglicana, Luterana e Maná, e a Comunidade Islâmica. É uma exposição algo cénica que para além das pessoas tenta registar a sua forma de sentir a religião e o seu modo de pensar e estar na vida.

Coube a Augusto Brázio trabalhar sobre as faces mais visíveis, essencialmente humanas, do litoral do concelho, onde o turismo multifacetado comanda a vida, com Filhos do sol – a busca do idílico, que nos mostra mostra um Algarve feito de pessoas e de momentos de lazer. Até final de março.

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