Daniel Blaufuks

Captura de tela 2020-01-16 às 13.11.07

O Ípsilon, suplemento cultural do jornal Público à sexta feira, trazia há dias uma longa entrevista com Daniel Blaufuks. O tema central é o livro Não Pai de Blaufuks, que se insere no percurso artístico do autor, ainda que aparentemente seja muito diferente. É um livro que é também uma reflexão sobre o tempo, o espaço e a memória, evocando as suas raízes, e que é o corolário lógico de Terezim (2007) e de Toda a memória do mundo – parte um (2014). É uma entrevista interessante para se compreender o trabalho do artista, plena de sentimento, onde a solidão e as recordações estão presentes, mas também um apelo para refletirmos sobre a imagem fotográfica, a nossa relação com ela ou com os objetos do quotidiano e porque não, com o passado e o presente. Esta reflexão que se estende ao ato de fotografar e de viver as imagens constitui uma importante lição de fotografia para quem a encara de uma forma madura e séria. Recorrendo a uma frase de Blaufuks nesta entrevista dada a Alexandra Prado Coelho “numa altura em que tudo é produzido em massa, o único valor que os objetos podem ter é o do afeto”, o que já não é pouco, acrescentamos nós. Aconselhamos, pois, a leitura desta entrevista como lição de fotografia. Para ler aqui.

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