De 15 de março a 30 de abril – BoCA – Biennal of Contemporary Arts

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Tem início hoje e prolonga-se até 30 de abril a BoCA – Biennal of Contemporary Arts, com exposições e atividades em Lisboa, Porto e Braga. A Bienal pretende estruturar um conjunto de atividades numa periodicidade de bienal, dando lugar quer a residências artísticas, quer potenciando a circulação artística nacional e internacional, quer ainda oferecendo um programa educativo no âmbito da Arte Contemporânea. Propõe-se ainda a BoCA a motivar uma sinergia entre territórios artísticos como as artes visuais, as artes cénicas, a música ou a performance, reunindo nesta edição mais de 50 artistas apresentados em 37 espaços das três cidades referidas.

Um dos nomes mais significativos desta Bienal é a vídeo-instalação de Marina Abramovic apresentada nas Carpintarias de São Lázaro, em Lisboa. Diz-nos a informação institucional que “Marina Abramovic concebeu a instalação “Spirit House”, em 1997, para um antigo matadouro municipal nas Caldas da Rainha. Agora, 22 anos depois, a instalação é apresentada em Lisboa. “Spirit House” é constituído por cinco vídeos que dialogam entre si, nos quais vemos Marina Abramovic em diferentes performances criadas para a câmera: Dissolution, Insomnia, Luminosity, Dozing Consciousness e Lost Souls.

Em Spirit House encontramos reminiscências de trabalhos anteriores da artista – vemo-la a executar várias ações, como a chicotear as suas costas até ficarem vermelhas ou a tapar a sua cara em extrema câmera lenta, numa alusão a temas recorrentes no seu trabalho, como o trauma, a memória cultural ou o conceito de testar a resistência do corpo para alcançar um estado mais elevado da consciência – mas também experiências mais surpreendentes e invulgares no léxico da autora – por exemplo, a dançar um tango árabe sozinha, numa das raras obras em que o som está presente. Há aqui indícios de gestos embrionários, como em Luminosity, em que assistimos à performance que a artista concebeu originalmente para vídeo e que viria a executar mais tarde, ao vivo, em museus”.

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