Prémio de Arte Paulo Cunha e Silva

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O júri da primeira edição do Prémio de Arte Paulo Cunha e Silva, composto pelos curadores João Laia e Vicente Todolí e pelos artistas Meg Stuart e Julião Sarmento, decidiu premiar como vencedores do Prémio Paulo Cunha e Silva a dupla Mariana Caló (Viana do Castelo, 1984) e Francisco Queimadela (Coimbra, 1985).

O Prémio, no valor de 25.000 euros com o apoio da Fundação da Millennium BCP, foi criado para recordar a ação de Paulo Cunha e Silva, que foi vereador da Cultura da Câmara do Porto, e cuja ação foi marcante para a revitalização da vida cultural da cidade.

Segundo o júri, “a dupla apresentou uma instalação imersiva, construída a partir de seis elementos de imagem em movimento e uma intrincada paisagem sonora dentro de uma estrutura arquitetónica e escultórica de grande escala. Na sua junção, estes elementos – as imagens, os sons e o espaço – criam um ambiente hipnotizante, que subtilmente aborda e questiona a nossa condição atual. A instalação combina na perfeição uma série de referências, que dão eco a diferentes cenários espaciais e temporais, como as cigarras japonesas, o processo de digitalização de uma publicação sobre escultura, as imagens captadas em lugares rurais do norte de Portugal e construções piramidais. Estes elementos produzem um sentido de interconectividade e harmonia entre as diferentes agências ativas no nosso planeta, assim como um sentido fluido e maleável de tempo. A obra enfatiza e encarna a constituição estratificada e composta do momento presente, tanto passado como futuro, material e simbólico, definido por escalas micro e macro, assim como a nossa posição ativa como editores de um mundo em mudança. É uma obra mágica, misteriosa e poética, cuja paradoxal fragilidade monumental projeta um espaço de liberdade humanista. Ao proporcionar um momento de sublime contemplação e, ao mesmo tempo, representar um estado de alerta, Caló e Queimadela são capazes de contrariar a tendência de uma vida contemporânea dominada por regimes de interpretação abstratos e altamente controlados, o que nos levou a atribuir o prémio a esta dupla.” Por último refira-se que a prática artística desta dupla se concentra na pintura, fotografia, desenho e escultura.

As obras finalistas podem ser vistas até 19 de agosto na Galeria Municipal do Porto, numa exposição com curadoria de João laia e Guilherme Blanc.

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