Júlio Pomar (1926-2018)

Captura de tela 2018-05-23 às 18.36.34

O panorama da arte em Portugal ficou mais pobre com a morte de Júlio Pomar (Lisboa, 1926-2018). Autor de uma obra multifacetada (desenho, gravura, azulejo, colagem, pintura, etc.), a sua carreira artística e a sua vida cívica não podem ser dissociadas da luta pela Liberdade e de resistência ao regime do Estado Novo.

Recuando aos anos 40 do século XX, Pomar protagonizou um conjunto de novas ideias expressas na “Arte”, página do jornal A Tarde, do Porto. Juntamente com Cesariny e Vespeira, defendia a “arte para todos”, num ataque ao formalismo e em defesa da pintura “dever ser útil para servir os homens”. Por isso nos deixou obras incontornáveis da História da Arte em Portugal como O Almoço do Trolha (1946-50) onde a par de um profundo sentimento que nos transmite, as figuras ganham vida e relevo a par de uma inequívoca opinião política. No futuro, a melhor homenagem que podemos fazer a um artista como Pomar será em primeiro lugar visitar as suas obras, depois olhá-las com olhos de ver para, recorrendo às suas palavras, “ser útil para servir os homens”.

Anúncios
Esta entrada foi publicada em Notícias. ligação permanente.