2018 – um novo ano, novos desafios

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Recomeçam amanhã as atividades da APAF, depois de alguns dias de interregno, pelo final do ano, pelo recarregar de baterias para novos desafios.

O balanço é contraditório. Se por um lado a fotografia amplia cada vez mais a sua democratização pela via do digital, cada vez vemos mais utilizadores de imagens que ficam felizes com a imagem de um telemóvel, minimizando o espírito crítico e não estando muito longe de que um efeito de profundidade de campo venha a ser considerado algo de sofisticação absoluta. Se por um lado os equipamentos se tornam mais completos e dotados de mais possibilidades, cada vez mais vemos utilizadores de máquinas de apenas usam as suas objetivas na distância focal em que saem do saco e completamente ao acaso. Se por um lado há mais e melhores fotógrafos, se hoje acedemos às grandes imagens de uma forma mais direta, mais rápida e mais barata, todas elas ao alcance do nosso teclado, por outro lado assiste-se ao baixar de expectativas, especialmente no campo do conhecimento, onde o gosto pessoal dá a todos a capacidade de acharem que têm bom gosto ou de não precisarem de refletir sobre a obra de outros fotógrafos do passado e do presente.

Mas as contradições não se ficam por aqui. Há cada vez mais gente nas exposições de relevo que passam por Portugal e apesar dos novos valores serem escassos para aquilo que seria desejável, apesar do nosso ambiente cultural ser muito mais interessante e rico do que há alguns anos atrás, os olhares cultos não abundam, assim como é difícil a projeção de nomes nacionais além fronteiras.

Por isso na APAF perspetiva-se um 2018 fundado na formação. É um ano de grandes desafios para a APAF. Em primeiro lugar pelo acentuar da atividade formativa (cursos e workshops) e lúdico-formativa (visitas de estudo, passeios, etc.). Não esqueceremos os nossos associados e todas as atividades a eles inerentes e que aqui iremos divulgar. É também um ano de novos desafios para a APAF. Em primeiro lugar pela maior exigência que tais opções implicam. Em segundo lugar porque prevemos mudar de instalações ainda durante o primeiro semestre.

A APAF situa-se na zona do Chiado há quase 70 anos. As alterações à lei das rendas protagonizadas por um governo de má memória foi fatal para umas quantas centenas de associações, escolas, clubes e instituições culturais que têm vindo a desaparecer ou a ter de alterar a sua localização. Se é certo que isso pode constituir-se como um novo ânimo para alguns, reestruturando as suas atividades, para outros tem sido fatal. A nossa adaptação está a ser preparada há alguns meses. Será uma nova etapa da vida da APAF na qual acreditamos. Um bom 2018! António Lopes

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