Tempo depois do Tempo, de Alfredo Cunha

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Até 25 de abril próximo, no Torreão Nascente da Cordoaria Nacional, em Lisboa, está patente Tempo depois do Tempo, a primeira grande retrospectiva do trabalho de Alfredo Cunha (Celorico da Beira, 1953), numa exposição que reúne mais de 500 fotografias (entre 1970 e 2017). O trabalho de Alfredo Cunha relata muito da história do nosso país e do mundo nos últimos anos. Recorde-se que foi também o primeiro editor de fotografia do jornal Público, juntamente com Luís Vasconcelos. São também dele algumas das mais marcantes imagens do 25 de Abril de 1974, da descolonização ou mesmo da vida diária de Lisboa em 1974, 1975 e 1976, onde por vezes recorre ao humor na imagem ou ao insólito. Desde Raizes da nossa força (1973) ou Disparos (1977), Alfredo Cunha apresenta-nos nesta exposição uma parte significativa do seu percurso fotográfico, hoje muito menos dedicado ao fotojornalismo diário e bem mais a reportagens de fundo, disso sendo exemplo o seu ultimo livro: Toda a esperança do mundo. Mesmo afastado da azáfama da produção jornalística diária, o lema de Alfredo Cunha tem sido o de nunca deixar de fotografar e de refletir sobre as imagens que faz.

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Sendo um dos mais experientes repórteres fotográficos nacionais, a sua fotografia foi influenciada pelos diferentes momentos por que passou a fotografia portuguesa. Ver o seu trabalho é também passear um pouco pela história da fotografia portuguesa, desde a década de setenta, período do qual a APAF conserva algumas imagens originais, até à atualidade, onde é visível uma constante atualização do olhar do fotógrafo. Uma excelente lição de fotografia.

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