Meia-Laranja, de Hermano Noronha

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Com fotografia de Hermano Noronha e texto de Álvaro Garrido e foi publicado Meia-Laranja, um livro de fotografia que aborda a relação da guerra colonial com as campanhas da pesca do bacalhau. Recorde-se que o trabalho de Hermano Noronha centra-se muito na guerra colonial, neste caso derivando para uma prática profissional que, pela sua dureza e pela imagem que o regime pretendia transmitir, isentava do serviço militar em Àfrica quem participasse em seis campanhas da pesca do bacalhau.

Hermano Noronha parte da designação de “Meia-Laranja”, enquanto termo náutico, para nos aproximar do tema e de seguida, novamente com ele nos exprimir a poética de um espaço. Álvaro Garrido, no seu prefácio, refere-nos que “quem conhece a Praia da Barra, em Ílhavo, e já percorreu o molhe da Meia-Laranja ao vento agreste que ali faz, compreende bem a densidade e a carga cultural desta expressão. No imaginário local e de toda a região lagunar de Aveiro permanecem vivas e contundentes as imagens associadas ao lugar: os lugres bacalhoeiros, de pano aberto, saindo a barra, esguios e imponentes, e as mulheres dos seus tripulantes, correndo e acenando no paredão, em choros copiosos”.

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