A riqueza do espólio do Arquivo Fotográfico de Lisboa

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Um interessante artigo de Sérgio B. Gomes foi publicado hoje no jornal Público a propósito do espólio do Arquivo Fotográfico de Lisboa. As imagens, cerca de 3800 de negativos em vidro e inúmeras provas em papel, datadas entre 1898 e 1908, representam um levantamento exaustivo da cidade. Sabe-se hoje que nos arquivos consta um requerimento datado de 20 de julho de 1898 para que se fotografassem os prédios da cidade e onde se juntava uma preocupação estatística com uma também intenção de registo documental. E o artigo de Sérgio B. Gomes conta-nos como tudo começou assim como os nomes mais diretamente ligados a este espólio. “Em 1898 Arthur Júlio Machado e José Candido d’Assumpção e Souza trabalhavam na Câmara como desenhadores no Serviço Geral de Obras. A sua primeira intenção terá sido utilizar o registo fotográfico como uma ferramenta utilitária, que ajudasse a indexar o parque urbanístico de Lisboa e que orientasse os que decidiam as profundas transformações da cidade nessa viragem de século (abertura de novas ruas e avenidas, novas zonas residenciais). Ao mesmo tempo, a fotografia foi encarada como o melhor suporte iconográfico para preservar a memória do edificado que ia sendo destruído para dar lugar a novas construções. Quando submeteram o requerimento para aprovação, a 20 de Julho de 1898, os dois desenhadores lembraram que sua ideia não era nova e lamentaram que outro projecto semelhante, iniciado em 1871, tivesse sido interrompido. A isto juntou-se um arquitecto-chefe da câmara, José Luís Monteiro (1848-1942), que apadrinhou logo a ideia e um chefe de Arquivo (também olisipógrafo), Eduardo Freire de Oliveira (1841-1916), com um claro interesse pela construção de memória visual da cidade”. Para ler em https://www.publico.pt/2016/11/27/culturaipsilon/noticia/o-que-o-meu-avo-era-fotografo-1752710

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