Em Lisboa, na Fábrica Braço de Prata

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Dinamene Iglésias, Teresa Oliveira da Silva e Luís Ovídio, antigos alunos do Curso Profissional da APAF, edição de 2015, inauguram hoje pelas 19 horas, na Fábrica Braço de Prata, respetivamente as exposições O outro lado do olhar, Perséfone e

Àcerca da sua exposição, Dinamene Iglésias (Alhos Vedros, 1977) confessa-nos que “este  é o início de um projeto onde quero mostrar que, através de imagens pouco declaradas, elas conseguem mostrar-nos o infinito se olharmos com olhos de ver no mais profundo que há nelas“, levando-nos a questionar o papel da imagem na nossa perceção das coisas e pessoas que nos rodeiam e, ao mesmo tempo, do que nós consideramos como realidade, afinal variável em função de cada um olha, sente e interpreta.

Em Perséfone, Teresa Oliveira da Silva (Lisboa, 1980) num projeto assumidamente retratista pretende “refletir as várias nuances que constroem a miríade de estados de espírito da Mulher“. O trabalho de Teresa Oliveira da Silva teve por base os trabalhos da psiquiatra Jean Sinoda Bolen sobre os arquétipos psicológicos da mulher e do homem e que também já inspiraram alguns filmes. Diz-nos a autora que Bolen “identifica e descreve sete intrincados tipos de comportamentos e maneiras de ser, dando igual palco, mérito e peso a cada uma, associando-as às diferentes deusas, como a personificação de diferentes padrões arquétipos. E, em última análise, inspirações para que cada mulher possa invocar forças e qualidades internas, adormecidas ou reprimidas dentro de si, ultrapassando limitações, censuras ou barreiras impostas por estereótipos culturais de uma sociedade ainda assumidamente patriarcal. Entre a metáfora exacerbada e a realidade estilizada, o convite é o de visitarmos as deusas em cada mulher“.

Já Luís Ovídio (Nampula – Moçambique, 1956) pretende, com Celeste, “homenagear todo o esforço, a coragem e a determinação dos nossos ascendentes diretos na procura incessante da prosperidade e da felicidade“, e continua, na sua apresentação dizendo-nos que “Celeste, era um exemplo de uma jovem lutadora, que se distinguiu de entre os nove irmãos, pela sua coragem em enfrentar as vicissitudes da vida. Perseguiu os sonhos, e sem hesitar, preparou-se e partiu com destino a África“, num projeto que foi construído com base nos relatos memorialísticos da filha mais velha de Celeste.

 

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