Aurélio Paz dos Reis (1862-1931)

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Passaram ontem 85 anos sobre a morte de Aurélio Paz dos Reis (1862 – 1931), fotógrafo e introdutor do cinema em Portugal. Republicano e membro da Maçonaria portuense, foi um cidadão politicamente muito ativo, recorde-se a sua participação também no 31 de janeiro, ou ainda como vereador e presidente da Câmara do Porto e dirigente do Ateneu Comercial.

Fotógrafo premiado e de reconhecido valor, não só no nosso país mas também no estrangeiro, o seu nome está ligado à introdução do cinema em Portugal, pouco tempo após os Lumière terem apresentado em Paris as primeiras imagens cinematográficas. Aurélio adquire naquela cidade um kinetógrafo de Bedts, máquina hoje existente no Museu da Cinemateca, em Lisboa, com a qual fará diversas curtas metragens em diversos locais do país e no Brasil. Constitui o Kinetógrafo Português, sociedade com fins comerciais com vista a explorar a projecção cinematográfica e assim, a 12 de Novembro de 1896 apresenta, numa sessão pública realizada no Teatro Príncipe Real, hoje Teatro Sá da Bandeira, um conjunto de pequenas projecções, nas quais se destacavam Jogo do Pau, Santo Tirso, O Zé Pereira na Romaria de Santo Tirso, chegada de um comboio americano a Cadouços, a feira de S. Bento, A Ouro, filmado em Lisboa, Marinha e saída do pessoal operário da Fábrica Confiança, fortemente inspirado num filme semelhante dos irmáos Lumière e simultaneamente o filme de maior significado histórico.

O Centro Português de Fotografia já promoveu uma interessante exposição sobre a sua vida e obra, tendo na altura editado um volumoso catálogo a merecer uma reedição, e que é incontornável na história da cidade.

 

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