Fotografia no jornal Público de hoje

Captura de tela 2016-07-22 às 10.51.07

Para aqueles que gostam de fotografia chamamos à atenção para o suplemento Ípsilon do jornal Público de hoje. Em primeiro lugar para um artigo de Bruno Horta sobre Diane Arbus, uma referência da História da Fotografia, que ficou conhecida por ter fotografado gente marginal na década de 60 do século XX. O artigo baseia-se na biografia não autorizada Diane Arbus – Portrait of a Photographer de Arthur Lubow. O trabalho assenta na tese de que Diane Arbus “precisava do bizarro e do dramático para se sentir viva, pois só assim conseguia suportar a angústia e as crises depressivas”. Recorde-se também o que Susan Sontag escreveu, em 1973, para um artigo na New York Review of Books, onde afirma que a fotógrafa era “dominada por um erotismo desmedido, sedutora dos objetos fotografados, voyeurista e exibicionista a todo o tempo”. Sem autorização das herdeiras para reproduzir imagens de Arbus, segundo o artigo, Lubow demorou cerca de sete anos a escrever este livro, que é um contributo para compreendermos o trabalho e a personalidade de Diane Arbus que, apesar da limitação do material de investigação, é a primeira biografia a surgir após um interregno de mais de 30 anos. Dizia Diane Arbus que “o ato de fotografar é uma Aventura”, uma frase cheia de simbolismo que retrata plenamente a relação da fotógrafa com a fotografia e que este livro nos revela. Para quem queira ler na íntegra este artigo pode aceder a https://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/diane-arbus-aquem-e-alem-dos-monstros-1738600

Mas o Ípsilon traz um outro artigo bastante interessante para os fotógrafos, da autoria de Sérgio B. Gomes, sobre os Encontros de Fotografia de Arles, numa cidade que anualmente se enche de fotografia e que este ano, de novo, possui nomes portugueses presentes: João Pina, com Operação Condor, Tito Mouraz com A casa das Sete Senhoras, já apresentado em Braga, Sandra Rocha com um novo livro Le silence des sirènes (Loco) e que reúne imagens dos seus últimos anos de trabalho. Um destaque especial também para a editora portuguesa Pierre von Kleist, cujo catálogo mereceu em Arles três menções na short list com One’s Own Arena, de José Pedro Cortes, This Business of Living, de Daniel Blaufuks, ambos no Author Book Award, e Lisboa, Cidade Triste e Alegre, de Victor Palla e Costa Martins, no Historical Book Award.

Anúncios
Esta entrada foi publicada em Notícias. ligação permanente.