Fotografia Humanista nos anos 50 e 60

Captura de tela 2016-06-27 às 10.29.18

Durante anos considerou-se que a fotografia de tendência documental neorealista e de reportagem humanista, feita desde o início dos anos cinquenta e que rompia com a tradição salonista, se restringia a França. Os próprios livros de História da Fotografia até aos anos 90 do século XX quase que desconhecem outros caminhos para além da França, ainda que este seja o país onde ela mais significativamente se manifestou ao mesmo tempo que era um facto o predomínio da cultura francesa. Aos poucos descobriu-se que ela se estendia a outros países, de que em Portugal Sena da Silva, Gerárd Castello Lopes ou Victor Palla são alguns dos vários exemplos. Agora, o Museu Rainha Sofia, no âmbito da PHotoEspaña, mostra-nos Humanismo e Subjetividade na fotografia espanhola dos anos 50 e 60. O caso AFAL.

É este panorama de rutura que a exposição agora apresentada em Madrid refere, tendo por referência o coletivo de fotógrafos AFAL e a revista de fotografia com o mesmo nome e dirigida por José Maria Artero e Carlos Perez Siquier. Deixamos aqui uma imagem de Francisco Ontañon, de 1961, pertencente ao espólio do Museu Rainha Sofia e doado por familiares e que é agora apresentada nesta exposição.

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