Para refletir

O jornal Expresso, esta semana, publica dois artigos que devem merecer a nossa reflexão. O primeiro, de Alexandra Carita, assusta e deve deixar-nos preocupados, com os muitos portugueses que fora dos grandes centros urbanos se vêm limitados no acesso à cultura. Já não estamos só a falar de exposições ou  museus, mas também de cinema. Segundo números revelados pelo Secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, 212 concelhos do país não têm qualquer espaço de cinema com programação regular, atingindo cerca de 3 milhões e 875 mil portugueses.

O segundo dos artigos, intitulado “Casa da Música a caminho do abismo”, da autoria de Valdemar Cruz, baseia-se numa entrevista a Nuno Azevedo, administrador delegado da Casa da Música, no Porto. Ali se refere a sensação de desmoronamento de um projeto reconhecido internacionalmente, dotado de uma estrutura fisica e cultural ímpar, possuindo igualmente um Serviço Educativo cuja estrutura de funcionamento é um caso de estudo internacional e está a servir de modelo no estrangeiro. No fim, resta-nos a sensação de desistência, do vale tudo em prol da contabilidade, do dispensável a que a cultura é votada. António Lopes

Esta entrada foi publicada em Opinião. ligação permanente.