Timor em tertúlia fotográfica

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Decorreu no espaço do Cinema City de Alvalade, em Lisboa, a primeira de diversas tertúlias que tem por base a fotografia e o cinema documental. As Tertúlias Fotográficas pretendem-se como um espaço de apresentação de trabalhos, permitindo o debate por parte dos convidados e de todos os presentes, com as suas questões e reflexões, tendo como finalidade a troca de ideias e de experiências criativas no âmbito da produção de imagem.

A primeira destas iniciativas foi animada com o fotógrafo Luís Rocha, também formador da APAF, e que nos falou da sua viagem a Timor e do seu consequente trabalho em vídeo e fotografia, estando já marcada a segunda destas tertúlias para fevereiro, com José Carlos Carvalho. Com apresentação de José Oliveira, ali se recordaram vivencias de uma viagem, duvidas fotográficas, mas e principalmente se refletiu sobre fotografia. Do debate que se seguiu, para nós ficou a questão mais importante levantada pelo fotógrafo: o que leva alguém a percorrer meio mundo para ir fotografar outros espaços e outras pessoas. É verdade que esta questão se coloca em qualquer escala e local geográfico: porque fotografamos? Para nosso prazer? Enquanto intervenção cívica, política ou social? Ou, simplesmente, enquanto registo do belo. E para quem fotografamos? Tudo questões que se levantaram nesta tertúlia, que reuniu quase meia centena de participantes a fazer lembrar as velhas tertúlias fotográficas que animavam Lisboa há algumas décadas atrás e protagonizadas pela Galeria Éther. Ou seja, para além das vivencias, das questões fotográficas de ordem técnica levantadas por alguns participantes, refletiu-se sobre questões de ordem ética, às quais nem sempre os recém chegados à fotografia dão atenção. Só por isso, valeu a pena. António Lopes

 

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