N38º42’47.5” W9º8’43.75”

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A exposição N 38°42’47.5″ W 9° 8’43.75″, da autoria da fotógrafa Cláudia Damas, insere-se no âmbito das Comemorações do Dia do Bairro Alto e estará patente no Arquivo Fotográfico Municipal de Lisboa até ao próximo dia 15 de fevereiro.

Trata-se de uma perspetiva pessoal da autora sobre o Bairro Alto onde, para além de sublinhar alguns aspetos da arquitetura e dos espaços, se evocam pormenores da vida e do tempo com os quais a fotógrafa se cruzou.  Não sendo uma opção inovadora, veja-se o trabalho de Luís Ramos em 2008, a autora usa como título das suas imagens a sua localização georreferenciada, o que não deixa de ser interessante num projeto deste género e com a abordagem que se pretende num espaço que é uma parte da cidade.

Sendo a sua segunda exposição no Arquivo Fotográfico (Corpo de Deus em 2006) Cláudia Damas mostra-nos um conjunto que, em nossa opinião, é desigual no valor estético. Oscilando entre imagens algo elementares com uma abordagem que nos faz lembrar o mundo dos concursos de fotografia (N38º42’35.62’’ W9º08’47.36’’) e outras de grande beleza que nos remetem para o universo da pintura (N38º42’52.01’’ W9º08’49.60’’) a mostra merecia uma seleção mais cuidada e mais pensada em termos de escala. Foi o Arquivo Municipal de Lisboa organizou e produziu a exposição, logo deveria ter sido visto que existem imagens que exigem outra escala (N38º42’29.41 W9º08’32.63’’), onde uma maior dimensão as levaria a interagir com o público de forma totalmente diferente e a serem vistas não em função do objeto fotografado, mas tendo em conta a mancha cromática e a composição.

Destaque para a excelente folha de sala produzida, contextualizando o Bairro Alto, a sua história, arquitetura e vivências e para alguns suportes gráficos inerentes à exposição.  António Lopes

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